Engenheiros/as atuantes em startups mineiras: organização do trabalho, competência e formação
As startups, empreendimentos iniciantes de inovação, são ao mesmo tempo produto e agente de transformação social. Seu modo de operação e organização laboral influencia o trabalho na sociedade. Como catalisadoras de inovação, elas necessitam de novas formas de organização do trabalho. Em amplo cresci...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) |
| Repositorio: | Repositório Institucional do CEFET-MG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.cefetmg.br:123456789/546 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.cefetmg.br/handle/123456789/546 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Engenheiros - Formação Empreendedorismo Desempenho |
| Sumario: | As startups, empreendimentos iniciantes de inovação, são ao mesmo tempo produto e agente de transformação social. Seu modo de operação e organização laboral influencia o trabalho na sociedade. Como catalisadoras de inovação, elas necessitam de novas formas de organização do trabalho. Em amplo crescimento e consolidação, as startups são um novo campo de atuação de engenheiros(as). Objetiva-se analisar a atuação do(a) engenheiro(a) em startups mineiras sob as perspectivas da competência e formação profissional. Para tanto, foram entrevistados onze engenheiros(as) atuantes em startups, de diferentes áreas de formação e de diferentes empreendimentos. Foram realizadas entrevistas semi estruturadas, transcrição, análise e interpretação dos dados. Constatou-se que, no modo de organização do trabalho em startups, há flexibilidade de tempos e espaços e centralidade do evento, da comunicação e de serviços. Ressalta-se, ainda, um exercício constante de autonomia e responsabilidade, tanto no que concerne a atribuição das tarefas, quanto no modo de execução destas. A comunicação é frequentemente mediada por redes sociais, o que permite a flexibilização de tempos e lugares, mas quando pautada unicamente nesse meio, sem reuniões presenciais, gera desencontros. O entendimento das relações de serviço, independentemente do tipo de inovação que se produz, é o cerne do funcionamento das startups. A centralidade do cliente se percebe desde o desenvolvimento da inovação até o contato direto. Os participantes indicaram raciocínio lógico e facilidade de aprender, competências de fundo desenvolvidas na formação em engenharia, importantes para atuação e apontaram uma visão muito voltada para a indústria, bem como uma carência de conteúdos na área de administração e empreendedorismo como lacunas na formação. Não há uma crítica aprofundada dos participantes em relação aos impactos ambientais e sociais da inovação do negócio. O principal ponto de entrave ao desenvolvimento do negócio é o tempo de dedicação dos participantes à startup. Todos sentem insegurança quanto ao destino incerto do negócio e, sem renda, a maioria dos entrevistados não se dedica exclusivamente ao empreendimento. Tudo isto permite concluir que a organização do trabalho em startups é uma coroação do modelo de competência francês, reforçando sua importância frente a modernização na formação em engenharia, bem como a importância de discussões a cerca da ciência, tecnologia e sociedade em profissionais geradores de inovação. |
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