Metodologia Callejera: um caminho para a valorização da participação feminina nas aulas de Educação Física
Este trabalho investigou a influência da Metodologia Callejera na valorização da participação feminina nas aulas de Educação Física, a partir de uma intervenção pedagógica realizada com estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental II. A pesquisa foi desenvolvida na Unidade Escolar Raul Rocha do Amaral...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/312455 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/312455 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Metodologia Callejera Educação Física Escolar Participação feminina Práticas diversificadas Equidade de gênero Callejera methodology Female participation School Physical Education Diversified body practices Gender equity |
| Sumario: | Este trabalho investigou a influência da Metodologia Callejera na valorização da participação feminina nas aulas de Educação Física, a partir de uma intervenção pedagógica realizada com estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental II. A pesquisa foi desenvolvida na Unidade Escolar Raul Rocha do Amaral, em São Vicente (SP), onde a autora atua como professora há dez anos. O objetivo principal foi analisar de que maneira a Metodologia Callejera contribui para a inclusão das meninas nas atividades corporais, superando aspectos limitadores simbólicos e contextuais historicamente presentes no ambiente escolar. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo e participante, utilizando como instrumentos de coleta de dados questionários com questões abertas e fechadas, aplicados antes e após a intervenção pedagógica, além do diário de campo da professora-pesquisadora, que possibilitou o registro sistemático das vivências e interações durante o processo. As aulas incluíram modalidades diversificadas, como handebol, kin-ball, spikeball e flagball, organizadas a partir dos princípios da Metodologia Callejera que são: construção coletiva de regras, o jogo propriamente dito e mediação. A análise dos dados resultou na criação de duas categorias principais: “Entre o silenciamento e a resistência: à participação feminina e os olhares masculinos nas aulas de Educação Física” e “Impactos da Metodologia Callejera na participação estudantil”. Essas categorias foram desdobradas nas seguintes subcategorias: Aspectos limitadores simbólicos e cotidianos à participação feminina: Exclusão, invisibilidade e sentimentos de desvalorização; “Olhares masculinos sobre a participação feminina: reconhecimentos e invisibilizações”; “Ampliação da participação a partir de práticas diversificadas” e “Jogando juntos: a influência da Metodologia Callejera nas relações de gênero”. Os resultados obtidos evidenciaram um avanço expressivo na participação das estudantes, que passaram a se envolver de forma mais ativa e confiante nas aulas, destacando sentimentos de pertencimento, valorização e protagonismo. Observou-se, ainda, uma mudança significativa nas atitudes dos meninos, que demonstraram maior disposição para a colaboração, respeito mútuo e cumprimento das regras estabelecidas coletivamente, contribuindo para a construção de um ambiente mais acolhedor e inclusivo. Conclui-se que a Metodologia Callejera se mostrou uma estratégia pedagógica eficaz, capaz de romper com padrões excludentes, promover práticas mais democráticas, equitativas e significativas e favorecer a participação de todos os estudantes nas aulas de Educação Física. |
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