Credibilidade e populismo no Brasil : a política dos governos Vargas e Goulart

O segundo governo de Vargas (1951-54) e o governo de João Goulart (1961-64) são usualmente considerados como exemplos típicos do populismo no Brasil. A maior parte da literatura considera as políticas econômicas neles implementadas como “hesitantes”, “irracionais” ou “ambíguas”. Entretanto, a anális...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Fonseca, Pedro Cezar Dutra, Monteiro, Sergio Marley Modesto
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/94415
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/94415
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Governo João Goulart : 1961-1964
Governo Getúlio Vargas : 1930-1945
Governo Getúlio Vargas : 1951-1954
História econômica : 1950-1959 : Brasil
História econômica : 1960-1969 : Brasil
Descripción
Sumario:O segundo governo de Vargas (1951-54) e o governo de João Goulart (1961-64) são usualmente considerados como exemplos típicos do populismo no Brasil. A maior parte da literatura considera as políticas econômicas neles implementadas como “hesitantes”, “irracionais” ou “ambíguas”. Entretanto, a análise das políticas econômicas dos dois governos permite que sejam detectadas certas regularidades, que podem ser compreendidas como o resultado de equilíbrio em um modelo de credibilidade. Observa-se que a condução das políticas econômicas parte de uma mesma estratégia de convencer os agentes privados quanto `a prioridade no combate `a inflação. `A medida que o tempo avança, essa prioridade vai gradualmente sendo afrouxada, iniciando-se uma segunda fase, de randomização. Essa política oscilatória contribui para abalar a credibilidade dos governos e inaugura uma terceira fase em que, vendo a crise aprofundar-se, estes acabam por abandonar a opção pela estabilidade.