Aqui é tudo uma família só: maternidade e práticas culturais de um grupo de mulheres em uma comunidade quilombola no Alto Jequitinhonha.

Esta tese de doutorado buscou investigar que maternidade(s) se constrói(em) em uma comunidade quilombola localizada na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Por meio de um estudo etnográfico (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014), acompanhamos seis mulheres da comunidade, algumas...

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Detalhes bibliográficos
Autor: SILVA, Paula Cristina.
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:português
OAI Identifier:oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44485
Acesso em linha:https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44485
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Educação.
Mulheres quilombolas - dissertação sobre
Maternidade - mulheres quilombolas
Práticas culturais - mulheres quilombolas
Antropologia educacional
Relações de gênero - quilombo
Relações raciais
Comunidade quilombola no Alto Jequitinhonha
Alto Jequitinhonha - comunidade quilombola
Sociologia da educação
Quilombos
Quilombolas - maternidade
Universidade Federal de Minas Gerais - PPGE - dissertação
Dissertação - Universidade Federal de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Educação - UFMG - dissertação
Quilombola Women - Dissertation on
Motherhood - Quilombola Women
Cultural Practices - Quilombola Women
Educational Anthropology
Gender Relations - Quilombo
Racial Relations
Quilombola Community in Alto Jequitinhonha
Alto Jequitinhonha - Quilombola Community
Sociology of Education
Quilombola Women - Motherhood
Federal University of Minas Gerais - PPGE - Dissertation
Dissertation - Federal University of Minas Gerais
Postgraduate Program in Education - UFMG - Dissertation
Descrição
Resumo:Esta tese de doutorado buscou investigar que maternidade(s) se constrói(em) em uma comunidade quilombola localizada na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. Por meio de um estudo etnográfico (GOLDMAN, 2006; GUSMÃO, 2014; CURIEL, 2014), acompanhamos seis mulheres da comunidade, algumas avós e com filhos e filhas com idade que vão de seis a trinta anos. Que práticas culturais são desenvolvidas no território? De que forma as mulheres vivenciam a maternidade no quilombo e as diferentes atividades demandadas neste contexto? Quais as atividades desenvolvidas pelas mulheres? Como se dão as relações de gênero no quilombo? Estas foram questões construídas ao longo da pesquisa. Para esse diálogo, buscamos referenciais no campo da sociologia, da antropologia e da educação que tratam das temáticas de gênero e raça (ADICHIE, 2015; BAIRROS, 1995; BAMISILE, 2013; CARNEIRO, 2006, 2018; COLLINS, 2012, 2016; DAVIS, 2012, 2016; GONZALEZ, 1979, 1981, 1984; HOOKS, 1995, 2018; MAMA, 2008, 2013; OYEWUMI, 2010; STACK, 2012) e quilombos (GUSMÃO, 1994; MIRANDA, 2012, 2015-16, 2018; MOURA, 1981; NASCIMENTO, 2019; NASCIMENTO, 2006b; NUNES, 2015-16). Notamos que a lógica da maternidade na comunidade investigada se inscreve no coletivo, não circunscrevendo à família nuclear nem se restringindo aos filhos/as biológicos. Vimos, também, que tal processo atravessa todas as atividades desenvolvidas pelas mulheres no território. Observamos os investimentos realizados por essas mulheres para que filhos e filhas prossigam na escolarização, da Educação Básica ao Ensino Superior; como as gerações vão se educando ao longo de tempo e o impacto das políticas públicas para acesso a essa escolarização. Identificamos, ainda, as adversidades enfrentadas no contexto escolar, relacionadas a gênero, raça e etnia pelas estudantes quilombolas. Sobre as relações de gênero, percebemos um modo de educar meninos e meninas vai além dos padrões socialmente estabelecidos, ambos são ensinados a realizarem as atividades de casa e do território. Todavia, isso não impede que as lógicas sexistas e machistas reverberem na comunidade, seja durante processos educativos ou na atuação política das mulheres.