Perfil da pobreza no Brasil e sua evolução no período 2004-2009

Este trabalho investiga, para os anos 2004 e 2009, as características e as condições de vida dos extremamente pobres (famílias de renda domiciliar per capita menor que R$ 67 em 2009), dos pobres (renda entre R$ 67 e R$ 134), dos vulneráveis à pobreza (R$ 134 a $ 465) e dos não pobres (superior a R$...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Osorio, Rafael Guerreiro, Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de, Soares, Sergei Suarez Dillon, Oliveira, Luis Felipe Batista de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repositorio:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1432
Acceso en línea:http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/1432
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pobreza
Condições de vida
Extrema pobreza
Mensuração da pobreza
Descripción
Sumario:Este trabalho investiga, para os anos 2004 e 2009, as características e as condições de vida dos extremamente pobres (famílias de renda domiciliar per capita menor que R$ 67 em 2009), dos pobres (renda entre R$ 67 e R$ 134), dos vulneráveis à pobreza (R$ 134 a $ 465) e dos não pobres (superior a R$ 465). Os temas abordados são o tamanho de cada estrato, a composição de sua renda, a inserção da população em idade ativa no mercado de trabalho, características demográficas, educação, condição de ocupação, qualidade e saneamento das moradias, fontes de energia para iluminação e preparo dos alimentos, acesso à telefonia, posse de bens de consumo duráveis, e distribuição espacial. Também é apresentada uma classificação dos tipos de famílias mais frequentes na extrema pobreza. A primeira conclusão é que, a despeito da notável redução na pobreza extrema e não extrema, a distribuição relativa geográfica, etária, racial e educacional da pobreza pouco mudou. A segunda conclusão é que as principais mudanças no perfil da pobreza brasileira no período 2004-2009 decorrem: i) do crescimento econômico com distribuição via inclusão no mercado de trabalho; ii) dos aumentos reais do salário mínimo, que levaram à quase erradicação da pobreza extrema e até da pobreza entre famílias com idosos; e iii) da expansão da cobertura e do valor das transferências focalizadas de renda, que foram, para várias famílias com alguma renda do trabalho, a via de escape da extrema pobreza ou da pobreza.