Fragmentos da construção histórica do pensamento neo-empirista

O presente trabalho procura identificar as idéias principais na construção histórica do pensamento neo-empirista a partir da visão mecânica do mundo e do método hipotético-dedutivo de Descartes. O método indutivo moderno é apresentado por Bacon e os empiristas ingleses colaboram na questão do pensam...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nascimento Júnior, Antônio Fernandes [UNESP]
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1998
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/873
Acceso en línea:http://dx.doi.org/10.1590/S1516-73131998000100005
http://hdl.handle.net/11449/873
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Filosofia da Ciência
Epistemologia
Neo-empirismo
História da Ciência
Paradigma
Philosophy of Science
Epistemology
Neo-empiricism
History of Science
Paradigm
Descripción
Sumario:O presente trabalho procura identificar as idéias principais na construção histórica do pensamento neo-empirista a partir da visão mecânica do mundo e do método hipotético-dedutivo de Descartes. O método indutivo moderno é apresentado por Bacon e os empiristas ingleses colaboram na questão do pensamento “a posteriori”. No século XIX surge o positivismo que exclui a metafísica e considera a explicação dos fatos apenas como relações de sucessão e similidade. É nesse âmbito que se constroem as bases do método experimental moderno. No início do século XX, se desenvolve a ciência neoempirista cujas principais proposições são (1) a idéia da verificabilidade como forma de conferir a veracidade das teorias a partir da indução e das probabilidades e (2) o crescimento contínuo e acumulativo do conhecimento científico. Popper apresenta a impossibilidade de se obter grandes teorias oriundas da indução e sugere a substituição da indução pela dedução e da verificabilidade pela falseabilidade. Kuhn afirma que o conhecimento científico depende de paradigmas convencionais e Lakatos explica que a ciência não é uma sucessão temporal de períodos normais e revoluções, e sim sua justaposição.