Vidro e martelo: contradições na estetização do ruído na música

O objeto deste texto é o ruído em sua relação com a música. Minha ideia é investigar, nem sempre num percurso linear, o papel que ele desempenha na música, especialmente no período que vai do início do século XX aos dias de hoje. Essa investigação não está voltada para um levantamento técnico, nem h...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Lilian Campesato Custódio da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-26012013-174403
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27157/tde-26012013-174403/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:musicalização dos sons
musicalization
noise
noise silencing
ruído
silenciamento do ruído
sublimação do ruído
sublimation of noise
Descripción
Sumario:O objeto deste texto é o ruído em sua relação com a música. Minha ideia é investigar, nem sempre num percurso linear, o papel que ele desempenha na música, especialmente no período que vai do início do século XX aos dias de hoje. Essa investigação não está voltada para um levantamento técnico, nem historicista do tema. Minha preocupação está mais voltada a uma camada mais profunda em que transparecem algumas conexões entre o que chamamos de pensamento musical e a própria cultura que engendra esse pensamento. O ruído é um elemento essencial para o entendimento de certos aspectos da Modernidade, especialmente no que diz respeito à produção musical (e porque não dizer, à produção das artes em geral) no período. O que pretendo mostrar é que muitas das contradições e tensões que alimentam a música moderna podem ser entendidas como movimentos em direção à aceitação ou rejeição do ruído. A ideia central deste texto é a de que existe um processo dialético recorrente na relação entre música e ruído. Como algo incômodo, marginal, o ruído tende a ser evitado, pois sempre traz o risco de desagregação de um sistema. Minha intenção é investigar a passagem do ruído, enquanto elemento desorganizador, para som quando incorporado na música. Essa relação se direciona a uma compreensão da maneira como o ruído, no século XX, tornou-se um elemento desestabilizador, instaurando uma tensão dialética entre sua rejeição e sua aceitação enquanto elemento musical.