Repasse cambial para os preços de importação e ao atacado da indústria brasileira: uma análise via Global VAR

O repasse de choques cambiais, ou de custos produtivos em geral, para os preços é um problema chave para o controle da inflação pela autoridade monetária, sendo seu entendimento uma das ferramentas para tomadas de decisão de políticas. Na literatura, já se argumentou que a estimação do repasse cambi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Felipe dos Santos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20082019-105338
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96131/tde-20082019-105338/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Exchange rate pass-through
GVAR
Repasse cambial
Sectors
Setores
Descripción
Sumario:O repasse de choques cambiais, ou de custos produtivos em geral, para os preços é um problema chave para o controle da inflação pela autoridade monetária, sendo seu entendimento uma das ferramentas para tomadas de decisão de políticas. Na literatura, já se argumentou que a estimação do repasse cambial usando dados agregados pode levar a uma superestimação do grau de transmissão dos choques e que a heterogeneidade das diferentes atividades levam a decisões de precificação e transferência de custos diferenciadas para cada uma. Utiliza-se então o Global VAR para estimar um modelo multi-setores, usando os preços de importação e ao atacado dos setores da indústria de transformação brasileira, além do câmbio e preço do petróleo como variáveis globais, levando-se em conta os canais de transmissão de choques entre ambos preços como entre setores, buscando capturar possíveis efeitos transbordamento. Os resultados aqui obtidos estão em consonância com a literatura nacional e internacional, sendo que os preços de importação apresentam um repasse de cerca de 80% no primeiro trimestre seguido ao choque, reduzindo para 73% após vinte trimestres, enquanto que para o atacado de cerca de 11% a 22% após ume vinte trimestres do choque, respectivamente. Emvista do método utilizando, estimou-se também o grau de repasse de choques de custo vindo do preço do petróleo para os preços de importação e ao produtor, sendo que após umtrimestre do choque a transmissão era de 18% e 6%, e após vinte, 29% e 9%, respectivamente