Caracterização da expressão de versican e seu proteólito nos subtipos moleculares de câncer de mama

INTRODUÇÃO: A desregulação da matriz extracelular tem sido alvo de estudos para identificação de novos biomarcadores que estejam associados na carcinogênese. Nesse contexto, o versican (VCAN) tem sido estudado e associado com aumento de recidiva em pacientes com câncer de mama. No entanto, a literat...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Marília Sampaio Lemos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/61784
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/61784
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Versican
Versikina
Matriz extracelular
Câncer de mama
Versikine
Extracelular matrix
Breast cancer
Matriz Extracelular
Descripción
Sumario:INTRODUÇÃO: A desregulação da matriz extracelular tem sido alvo de estudos para identificação de novos biomarcadores que estejam associados na carcinogênese. Nesse contexto, o versican (VCAN) tem sido estudado e associado com aumento de recidiva em pacientes com câncer de mama. No entanto, a literatura é escassa e não se estabeleceu correlação entre sua expressão e fatores prognósticos conhecidos. Em modelos experimentais observou-se que o produto da proteólise de VCAN, denominada versikina (VKINA), está correlacionada a infiltração tumoral de linfócito TCD8+. No câncer de mama, não há dados sobre sua expressão e correlação com infiltrado linfocitário (TILs), que é fator prognóstico e preditivo conhecido. O presente estudo investigou a expressão deste proteoglicano e seu proteólito nos subtipos moleculares de carcinomas de mama e buscou estabelecer correlação fatores clínico-patológicos e desfechos oncológicos. OBJETIVO: Avaliar a expressão e correlação de VCAN e VKINA com subtipos moleculares, com fatores clínico patológicos e desfechos de sobrevida em câncer de mama. MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectiva, composto por pacientes diagnosticadas com câncer de mama invasivo de tipo não especial, submetidas a tratamento cirúrgico primário, acompanhadas em clínica privada, no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2020. Foram coletados dados clínicos, patológicos e de tratamento. Foi realizado avaliação anatomopatológica e imuno-histoquímica (versican, versikina, CD4 e CD8) dos casos selecionados, sob técnica específica. Os valores de escore de VCAN e VKINA foram divididos em 3 categorias (baixa, intermediária e alta) para verificar seu comportamento nos subtipos moleculares. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da FIOCRUZ/ CPqGM. A voluntariedade na participação se fez mediante a assinatura do TCLE RESULTADOS: Foram elegíveis 72 pacientes para participar do estudo. A idade média foi 59 anos. O estadiamento patológico I foi o mais frequente (48,6%). O subtipo luminal foi o mais comum (68,1%), seguida do HER2 (19,4%) e triplo negativo (12,5%). A expressão de VCAN esteve aumentada nos subgrupos tumorais quando comparados ao grupo controle (p = 0,010). Os subtipos luminais e HER-2 apresentaram diferenças estatísticas significativas com relação ao grupo controle (p < 0,001 e p = 0,020, respectivamente). A avaliação percentual do VKINA estromal foi maior no grupo controle, sendo que este diferiu dos grupos HER2 positivo (p = 0,006) e luminal (p = 0,002). Maior intensidade de VKINA foi verificada nos subgrupos tumorais quando comparada ao grupo controle (p < 0,001). Verificou-se diferença com significância estatística na expressão de CD8+ entre os escores categorizados de VKINA (p = 0,040). A expressão de CD4 aumentou com o aumento do escore de VKINA, mas essa diferença não apresentou significância estatística (p = 0,439). Não foi verificada associação entre escores de VCAN e VKINA e sobrevida global e sobrevida livre de recorrência. CONCLUSÃO: VCAN encontra-se superexpresso nas amostras de câncer de mama avaliadas comparadas as mamas normais, no entanto não foram observadas diferenças entre os subtipos moleculares. Além disso, os casos que apresentaram maior expressão de VKINA foram correlacionados a maior infiltrado de células CD8+, sugerindo um possível papel imunomodulador deste proteólito