Fun Home: os efeitos de referencialidade na autobiografia de Alison Bechdel

O estudo da literatura e de objetos artísticos, por um viés da teoria Semiótica greimasiana, prevê que todo sentido é gerado a partir de articulações semióticas que arquitetam um discurso presente em todo e qualquer texto. Desse modo, o presente trabalho propõe uma análise semiótica da autobiografia...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Camargo, Debora Cristina Ferreira de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11092013-105009
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-11092013-105009/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Autobiografia
Autobiography
Graphic novel
Lesbian
Lésbica
Quadrinhos
Semiótica
Semiotics
Descripción
Sumario:O estudo da literatura e de objetos artísticos, por um viés da teoria Semiótica greimasiana, prevê que todo sentido é gerado a partir de articulações semióticas que arquitetam um discurso presente em todo e qualquer texto. Desse modo, o presente trabalho propõe uma análise semiótica da autobiografia em quadrinhos de Alison Bechdel, Fun Home:Uma tragicomédia em família. Por meio da metodologia da Semiótica francesa, a presente análise descreve os artifícios discursivos de persuasão do gênero autobiográfico utilizados pela quadrinista norte-americana para convencer o leitor de que está diante de uma história real. Tais artifícios apontam para uma aproximação da realidade por meio de efeitos de sentido predominantemente referenciais. No entanto, Bechdel (2007b) complexifica tal aproximação, ficcionalizando seus personagens por meio da literatura, não só pela própria natureza do enunciado, mas também como artifício discursivo no interior do texto. Além do gênero autobiográfico, analisa-se a estrutura dos quadrinhos e os efeitos de sentido produzidos pelo sincretismo inerente ao gênero, isto é, a relação entre texto verbal e texto visual. Também é analisada a temática lésbica que permeia todo o enunciado e a rede discursiva polêmica que problematiza. Na obra de Bechdel encontram-se, portanto, as relações entre o gênero autobiográfico, a sua textualização por meio do sistema dos quadrinhos e a pertinência entre eles para a literatura que abrange a temática lésbica.