A festa de Nossa Senhora do Rosário de Paula Cândido (MG): identidade, memória e ritual no Congado e no Reinado

Os diferentes períodos de colonização, somando-se às diferentes nacionalidades da mão-de-obra escrava bem como à maior ou menor influência do poder da Igreja, em Minas Gerais, moldaram essa manifestação religiosa, que é o Congado, de forma que suas Guardas não conservam, necessariamente, as mesmas c...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Queiroz, Giane Rena Cardoso
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/1041
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1041
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::TEOLOGIA
Congado
Festa
Ritual
Identidade negra
Religiosidade
Festival
Rite
African identity
Religiosity
Descripción
Sumario:Os diferentes períodos de colonização, somando-se às diferentes nacionalidades da mão-de-obra escrava bem como à maior ou menor influência do poder da Igreja, em Minas Gerais, moldaram essa manifestação religiosa, que é o Congado, de forma que suas Guardas não conservam, necessariamente, as mesmas características quanto aos traços nem tampouco quanto à realização das comemorações. Os rituais do Congado e do Reinado, na Festa de Nossa Senhora do Rosário, em Paula Cândido (MG), constituem um rico patrimônio da cultura afro-brasileira, que se caracteriza não como uma simples assimilação da cultura do outro, imposta como forma de domínio, mas uma nova composição de símbolos e representações, que configuram a identidade negra. A Festa, em Paula Cândido (MG), que acontece desde 1853, ininterruptamente, em outubro, é uma prova dessas diferenças na configuração do Congado e na organização do Reinado. Configurando uma simbologia religiosa, a Festa e os rituais são perpassados pela cor e pela religiosidade: esse encontro entre cultura e religiosidade suscita questionamentos de como essa herança negra é articulada a partir do exercício da ritualidade e dos traços nela envolvidos, como sinais, linguagens, comportamentos e experiência do sagrado e como essa identidade negra é tecida nesses congos.