| Sumario: | Nossa pesquisa buscará perceber como os alunos do 9º ano de uma escola rural quilombola de Vitória da Conquista realizam a concordância verbal nos textos escritos. Partimos da hipótese de que os falantes, cujos pais frequentaram pouco a escola, não conseguem reproduzir os padrões exigidos pela escola, nem percebem a “solidariedade que há entre o sujeito e o predicado”, tanto na oralidade quanto na escrita; ademais, o contato extraescolar desses alunos acaba por acontecer com pessoas de mesmo nível de escolaridade, ou até inferior, e a escola se torna o único espaço de contato com a língua formal. Somem-se os casos em que os discentes aprendem regras obsoletas. Através de atividades didático-pedagógicas monitoradas, procurará descortinar que fatores linguísticos (natureza e posição do sujeito, saliência fônica) e extralinguísticos (sexo, idade) condicionam a aplicação da regra de concordância. Este estudo será de grande relevância para o ensino de Língua Portuguesa, vez que apontará caminhos aos docentes que, diante de tantas discussões acerca do que deve e do que não deve ser ensinado, entraram em um conflito pedagógico e se perderam nos caminhos do ensinar e, aos discentes que poderão refletir as regras da língua (vernáculo) que realmente usam.
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