Quem tem medo dos contos de fadas? As protagonistas de Angela Carter e Marina Colasanti para o letramento literário.
Inicialmente popularizado como gênero literário na França do século XVII, os contos de fadas tiveram sua trajetória marcada pela produção e disseminação de narrativas adaptadas por homens. Entretanto, apesar de ser formado por um cânone literário majoritariamente masculino — com nomes muito conhecid...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2025 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/43351 |
| Online Access: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/43351 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Letramento literário Angela Carter Marina Colasanti Contos de Fadas L'alphabétisation Littéraire Contes de Fées |
| Summary: | Inicialmente popularizado como gênero literário na França do século XVII, os contos de fadas tiveram sua trajetória marcada pela produção e disseminação de narrativas adaptadas por homens. Entretanto, apesar de ser formado por um cânone literário majoritariamente masculino — com nomes muito conhecidos como Charles Perrault e os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm — as histórias consagradas no imaginário infantil e juvenil foram na verdade produzidas em sua grande maioria por mulheres. À vista disso, com a tentativa de apagamento, ao longo dos anos muitas escritoras revogaram esse espaço da pena, reconstruindo e recontando histórias como “A Bela e a Fera”, “Branca de Neve” e “A Bela Adormecida”. Como também, as mulheres nos contos de fadas fizeram repetidamente uso dessa estratégia em narrativas de denúncia que podem ser encontradas não só no folclore anglo-americano e europeu, mas no repertório de histórias existentes no mundo todo (Tatar, 2022). Nesse contexto, surgem no campo da revisão contemporânea dos contos de fadas a escritora britânica Angela Carter e a escritora brasileira Marina Colasanti, responsáveis por apresentar diversas personagens subversivas e enredos que colocam as mulheres no centro, diferente das narrativas escritas por homens. Diante disso, a presente pesquisa tem como objetivo principal investigar como são representadas as protagonistas das obras Câmara Sangrenta (1979), de Angela Carter, e Uma Ideia Toda Azul (1979), de Marina Colasanti, entendendo a relevância de ressignificações de personagens femininas e de representações no processo de leitura literária. Além disso, traçar um caminho acerca das personagens femininas ao longo dos anos no processo de leitura literária, visando à formação leitora; Discutir a importância da ampliação do repertório de autoria feminina no espaço escolar e no ensino literário; e Desenvolver com base nas obras e nos documentos norteadores, uma abordagem centrada na apresentação das protagonistas de Carter e Colasanti para a sala de aula, pensando nas contribuições das personagens para a formação dos leitores. Para alcançar nossas metas, desenvolveremos uma Sequência Expandida idealizada por Rildo Cosson em seu livro Letramento Literário (2022), com os contos “A Câmara Sangrenta” (1979), “A Noiva do Tigre” (1979), “Entre as Folhas do Verde O” (1979) e “Por duas Asas de Veludo” (1979). Ademais, justificamos a escolha do nosso corpus na importância de analisar contos de fadas escritos por mulheres, especialmente de Carter e Colasanti, uma vez que ambas apresentam abordagens interessantes para suas personagens, sem estereótipos ou aspectos previsíveis. Criando um mundo no qual a magia, a inteligência e a liberdade fazem parte do enredo feminino e retomando características comuns de histórias da oralidade, com protagonistas que expõem desejos, ambições e coragem, que são punidas e perseguidas, mas acima de tudo, que resistem. |
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