O movimento antimanicomial e a rede substitutiva em saúde mental: a experiência do município de São Paulo 1989 - 1992
O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre a atuação/inserção dos trabalhadores em saúde mental na implantação da rede substitutiva de saúde mental do município de São Paulo, entre os anos de 1989 e 1992. A discussão, orientada pelas contribuições da Psicologia Social como descrita por Pich...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 1998 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-03112005-221529 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-03112005-221529/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | distúrbios mentais hospitais psiquiátricos mental disorders mental health mental health personnel movimentos sociais pessoal da saúde mental Pichon-Rivière Enrique 1907- psicologia social psychiatric hospitals saúde mental social movements social psychology |
| Resumo: | O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre a atuação/inserção dos trabalhadores em saúde mental na implantação da rede substitutiva de saúde mental do município de São Paulo, entre os anos de 1989 e 1992. A discussão, orientada pelas contribuições da Psicologia Social como descrita por Pichon-Rivière, apoia-se em dados coletados a partir da observação grupos de supervisão clínica/institucional. Estes grupos são parte do Projeto de Formação Permanente em Recursos Humanos na Área de Saúde Mental, resultado do convênio entre a Prefeitura do Município de São Paulo e a Universidade de São Paulo (PMSP/USP), através do termo aditivo entre Secretaria Municipal de Saúde e Instituto de Psicologia (SMS/PST-IPUSP), cuja realização se deu paralelamente à implantação da rede referida. Ressignificar e construir/superar limites conceituais, teóricos, técnicos, práticos; e problematizar as contradições, conflitos e dúvidas decorrentes da prática são fundamentais na substituição de práticas antimanicomiais. Ao enfocar a contradição entre saberes e práticas do modelo psiquiátrico tradicional X modelo antimanicomial, analisou-se os conflitos de natureza objetiva e/ou subjetiva, emergentes no contexto de trabalho e relacionados principalmente à concepção de loucura, constituição da equipe multiprofissional e formação dos trabalhadores em saúde mental na construção de práticas inspiradas nos princípios antimanicomiais. Constatou-se que contradições ('loucura/doença mental x saúde mental, loucura/desrazão X razão, anormalidade/patologia x normalidade, saber x não saber, modelo médico x não médico, terapêutico x não terapêutico) provenientes da quebra do modelo manicomial desencadeiam processos de indiscriminação, emergentes nas relações intersubjetivas, tendo como efeito a perda de limites (trabalhadores x usuários, técnicos x não técnicos, neurose x psicose, eficiência x ineficiência de técnicas, público x privado). Assim, a construção destes novos modelos, ligada a desconstrução do manicômio, apresenta-se como uma tarefa complexa, cuja realização não se restringe ao âmbito das práticas, pois carrega consigo contradições inerentes ao sistema social do qual advém (burguesia X proletariado, movimentos sociais x Estado, sociedade global x instituição de saúde, instituição x trabalhadores, trabalhadores em saúde mental x usuário/familiares e usuários x familiares). |
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