A fé dos novos ateus: as características fundamentalistas do discurso neoateísta

A existência de uma militância ateísta não é nenhuma novidade na história da humanidade. Ateus que desejam ardentemente ver seu ponto de vista tornar-se majoritário na sociedade provavelmente existem desde as primeiras civilizações. No entanto, o trauma provocado pelo 11 de setembro de 2001 no mundo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Braga, João Paulo Reis
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ambar:tede/5039
Acceso en línea:http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/handle/tede/5039
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ciências da Religião
Novo Ateísmo
Fundamentalismo
Teodiceia
Eugenia
Ciências Humanas
Teologia
Descripción
Sumario:A existência de uma militância ateísta não é nenhuma novidade na história da humanidade. Ateus que desejam ardentemente ver seu ponto de vista tornar-se majoritário na sociedade provavelmente existem desde as primeiras civilizações. No entanto, o trauma provocado pelo 11 de setembro de 2001 no mundo fez surgir um tipo de ateísmo radical, que fala abertamente em eliminar as religiões. Esse tipo de ateísmo passou a ser chamado de "neoateísmo" ou "novo ateísmo". A alegação desse movimento é a de que as religiões são um tipo de "patologia social" que provoca guerras, dor e sofrimento desnecessários, sendo elas também um obstáculo para o avanço científico e a unidade entre os povos, além de um fator de risco para a própria existência humana. Esse discurso antirreligioso é construído e propagado pelo movimento neoateísta, especialmente na figura dos autodenominados "quatro cavaleiros do ateísmo": Richard Dawkins, Daniel Dennett, Cristhopher Hitchens e Sam Harris. Problema: O problema de pesquisa dessa tese está relacionado com o fato de vários estudiosos que acompanham o neoateísmo estarem apontando que o discurso desses quatro líderes carrega elementos que podem ser considerados radicais e intolerantes. Hipótese: A hipótese que foi assumida e posta à prova nesse estudo é a de que realmente existem elementos fundamentalistas no discurso desses quatro autores, e que tais características podem ser identificadas, classificadas e estudadas, possibilitando, assim, avaliar seu desenvolvimento, disseminação e algumas de suas consequências sociais. Metodologia: A metodologia utilizada foi a de revisão bibliográfica e biográfica dos autores, analisando os livros, as declarações e as ações que tiveram correlação com o tema aqui pesquisado. Todo material coletado foi separado em tópicos que foram sendo identificados no decorrer do levantamento de dados. Sistematizamos os temas, agrupamos em conjuntos de análises, realizamos a discussão com citações de dezenas de estudiosos da temática e apresentamos os resultados de acordo com cada bloco. Sendo que, em nossas considerações finais, fizemos um apanhado geral de todos os achados e conclusões. Resultados: As reflexões e achados confirmaram a hipótese assumida de que existe efetivamente um fundamentalismo no discurso do novo ateísmo. Os dados evidenciaram ainda que existe uma carência de estudos sobre esse tema na Academia, especialmente na língua portuguesa. Também revelaram que os neoateus usam diferentes métodos para espalhar sua mensagem antirreligiosa, e que o alcance desse discurso radical é bastante estendido, e tem penetrado com ainda mais força entre as gerações mais novas. Por fim, ficou demonstrado ainda que o discurso neoateísta também tem influenciado na produção de pesquisas acadêmicas enviesadas, que usam testes de QI para tentar demonstrar que religiosos são menos inteligentes do que ateus