Análise hidrossedimentar da região de confluência dos rios Japurá e Solimões – AM

A complexidade geomorfológica da confluência entre os rios Solimões e Japurá, particularmente na região do Paraná do Aranapu, apresenta desafios para a delimitação precisa da foz do rio Japurá. Esta pesquisa investigou a dinâmica hidrossedimentar dessa confluência, testando a hipótese de que o canal...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Oliveira, Filipe de Araujo, http://lattes.cnpq.br/5054306497451490
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/11075
Acceso en línea:https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11075
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Geomorfologia fluvial
Sedimentos fluviais
Sedimentos (Geologia)
CIENCIAS HUMANAS: GEOGRAFIA
Sedimentos suspensos
Mamirauá
Paraná Aranapu
Anabranching
Descripción
Sumario:A complexidade geomorfológica da confluência entre os rios Solimões e Japurá, particularmente na região do Paraná do Aranapu, apresenta desafios para a delimitação precisa da foz do rio Japurá. Esta pesquisa investigou a dinâmica hidrossedimentar dessa confluência, testando a hipótese de que o canal a jusante do Paraná do Aranapu constitui, sob perspectiva hidrossedimentar, um canal secundário do rio Solimões. A metodologia integrou três abordagens complementares: (i) análise de imagens MODIS (2003-2024) para estimativa da concentração de sedimentos em suspensão (CSS); (ii) caracterização espectral in situ das águas mediante espectrorradiometria de campo; e (iii) análise de séries históricas de dados hidrológicos (níveis fluviais e precipitação) fornecidos pela ANA e satélite TRMM. O processamento envolveu correlações estatísticas, análises espaciais e construção de séries temporais através de sistemas de informações geográficas. Os resultados demonstraram que o rio Solimões exerce controle dominante sobre o regime hidrossedimentar do baixo Japurá a jusante do Paraná do Aranapu, particularmente durante o período de cheia (dezembro a março). As assinaturas espectrais revelaram padrões distintos: enquanto o Japurá a montante do Aranapu mantém características próprias de águas pretas, o trecho a jusante apresenta assinatura espectral análoga à do Solimões, com elevada reflectância nas bandas de 550-700 nm correlacionada aos altos valores de CSS. A correlação entre os dados de CSS dos trechos Solimões Jusante e Japurá Jusante (R² = 0,92) corrobora esta influência hidrossedimentar. As evidências obtidas indicam que, do ponto de vista hidrossedimentar, a foz efetiva do rio Japurá localiza-se a montante do Paraná do Aranapu, configurando o canal a jusante como parte integrante do sistema Solimões. Esta constatação transcende a questão cartográfica, apontando para a necessidade de revisão conceitual sobre a definição de "foz" em sistemas fluviais multicanais de planícies aluviais amazônicas, onde as zonas de confluência constituem espaços dinâmicos de transição controlados pela sazonalidade hidrológica. A pesquisa demonstra o potencial do sensoriamento remoto integrado a dados de campo como ferramenta fundamental para a compreensão da complexa geomorfologia fluvial amazônica.