Caracterização de três espécies do grupo fraterculus (Diptera, Tephritidae, Anastrepha) por meio da análise de imagens e morfometria
As moscas-das-frutas são pragas de importância quarentenária, entre as quais se destacam as espécies do gênero Anastrepha. Apesar de muito estudada, a taxonomia de alguns grupos do gênero ainda não está adequadamente resolvida. A correta identificação do grupo fraterculus exige prática/conhecimento...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-24042012-100427 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11146/tde-24042012-100427/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Classificação Classification Fruit flies Morfometria Morphometry Moscas-das-frutas |
| Sumario: | As moscas-das-frutas são pragas de importância quarentenária, entre as quais se destacam as espécies do gênero Anastrepha. Apesar de muito estudada, a taxonomia de alguns grupos do gênero ainda não está adequadamente resolvida. A correta identificação do grupo fraterculus exige prática/conhecimento e a utilização de uma série de técnicas. Assim, o presente estudo propõe testar a eficiência de duas técnicas na identificação de três espécies (A. fraterculus, A. obliqua e A. sororcula) e na identificação de espécimes de A. fraterculus em relação a três hospedeiros (goiaba, nêspera e pêssego). Foram testadas as técnicas de análises de imagens, pela primeira vez em moscas-das-frutas, e de morfometria (multivariada para os acúleos e geométrica para as asas). Pela análise de imagens, obtiveram-se acurácias bastante altas na identificação das espécies, tanto por meio das imagens de asas quanto dos acúleos, com médias de acerto de 87,8% e 90,6%, respectivamente. Em relação à associação de A. fraterculus com os hospedeiros, também foram obtidos resultados positivos com a análise de imagens (médias de 85,3% de acerto nas imagens de asas e de 88,3% nas imagens de acúleos). A morfometria geométrica das asas, utilizando 17 marcos, indicou diferenças na forma das asas dos indivíduos de cada espécie, separando-os com sucesso em grupos distintos. Em relação à associação de A. fraterculus com seus hospedeiros, os grupos formados não foram muito distintos, principalmente em relação aos indivíduos provenientes de pêssego. A análise de morfometria multivariada de sete medidas dos ápices dos acúleos, por meio da análise discriminante linear (ADL), também indicou diferenças entre as espécies, separando-as em três grupos. Por meio da análise de cluster (UPGMA), verificou-se que A. fraterculus e A. obliqua formam um grupo e A. sororcula fica isolada, indicando que as medidas que mais influenciaram o agrupamento das espécies, foram o comprimento da serra (L3 e L7). Na associação com hospedeiros, foram obtidos resultados positivos com a ADL, entretanto, não foi possível separar as populações de um mesmo hospedeiro por meio da UPGMA. As duas técnicas foram eficientes na separação das espécies e na associação de A. fraterculus com seus hospedeiros, mostrando que o fruto hospedeiro pode influenciar na coloração e forma da asa e no formato do acúleo nas três espécies do grupo fraterculus. |
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