| Resumo: | O autismo é um transtorno caracterizado pelo comprometimento de habilidades como a interação social e comunicacional e a presença de comportamentos estereotipados é característica marcante na população de acometidos. Sua etiologia ainda não pôde ser comprovada efetivamente pelo meio científico, mas evidências acadêmicas indicam fortemente influências múltiplas no neurodesenvolvimento. Existem graus diferentes de severidade do autismo e, a partir dessa característica, hipotetiza-se que a equoterapia seja capaz de minimizar o grau de severidade do autismo no que tange ao seu comportamento estereotipado, haja vista que os movimentos proporcionados ao praticante quando está no dorso do cavalo podem receber estímulos indispensáveis para melhoras psicomotriciais e multidimensionais. O objetivo deste artigo é descrever possíveis melhoras no grau de severidade de crianças autistas após serem submetidas a tratamento equoterápico. Quanto à metodologia, esta pesquisa engendra-se como descritiva com abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada em um Centro de Equoterapia no município de Vassouras, Rio de Janeiro, durante 12 semanas consecutivas. Os participantes foram quatro crianças diagnosticadas com autismo e foram avaliadas antes e após serem submetidos ao tratamento equoterápico por meio de dois protocolos denominados de Escala de Comportamento Repetitivo e Childhood Autism Rating Scale, a fim de avaliar e comparar seus resultados. Pôde-se observar que os quatro participantes tiveram melhora na graduação do autismo, após as sessões de equoterapia. Conclui-se que os resultados obtidos por meio da terapia mediada por cavalo podem ser satisfatórios para crianças diagnosticadas com autismo. Os dados encontrados corroborados com outros estudos indicam que o tratamento equoterápico pode se tornar essencial em prol de avanços comportamentais estereotipados e consequentemente favorecer melhores condições psicomotriciais e de qualidade de vida de crianças autistas.
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