Liberdade ou Intersubjetividade : um dilema no pensamento de Hegel

Um dilema que emerge do sistema lógico-ontológico de Hegel, a partir do projeto proposto na Fenomenologia do Espírito – de unir a substância necessária de Espinosa ao sujeito livre de Kant – é a conciliação da liberdade individual com a determinação da razão universal (a ideia) enquanto Estado civil...

Full description

Bibliographic Details
Author: Pizzatto, Rosana
Format: doctoral thesis
Status:Published version
Publication Date:2018
Country:Brasil
Institution:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/8446
Online Access:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8446
Access Level:Open access
Keyword:Dialética Hegeliana
Ontologia
Autonomia
Liberdade
CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Description
Summary:Um dilema que emerge do sistema lógico-ontológico de Hegel, a partir do projeto proposto na Fenomenologia do Espírito – de unir a substância necessária de Espinosa ao sujeito livre de Kant – é a conciliação da liberdade individual com a determinação da razão universal (a ideia) enquanto Estado civil, ou da vontade particular com a vontade racional. Pois, de um lado, a intersubjetividade é condição de possibilidade para a conquista da liberdade no interior do Estado civil hegeliano e, de outro, a intersubjetividade desfaz a vontade particular na vontade universal concreta, superando a particularidade. Diante deste dilema, o objetivo central é buscar, na Ciência da Lógica, o processo lógico que transforma a substância em conceito, que é a passagem da necessidade para a liberdade, bem como a lógica intrínseca ao desenvolvimento do conceito e, seguidamente, acompanhar o desdobramento lógico da ideia da liberdade na realidade, como vontade livre (espírito livre) e determinante de figuras efetivas no campo jurídico que, na Filosofia do Direito, emergem como condições necessárias para a sua autodeterminação intersubjetiva. A partir destas considerações, a tese defendida será a incompatibilidade da liberdade individual com a intersubjetividade do Estado hegeliano e, consequentemente, o predomínio da liberdade espinosana sobre o sujeito livre kantiano no sistema de Hegel.