Renda familiar e escolaridade dos pais: reflexões a partir dos microdados do ENEM 2012 do Estado de São Paulo

Tendo como referência as variáveis socioeconômicas disponíveis nos Microdados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 para os estudantes do Estado de São Paulo, este artigo busca analisar se a origem social dos candidatos tem efeito diferenciador na caracterização, aspirações e desempenho e...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pires, André
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:ETD - Educação Temática Digital
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8638262
Acesso em linha:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8638262
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Enem. Renda familiar. Escolaridade dos pais. Desigualdade. São Paulo. Políticas educacionais.
Classe Social. Educação
Descrição
Resumo:Tendo como referência as variáveis socioeconômicas disponíveis nos Microdados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 para os estudantes do Estado de São Paulo, este artigo busca analisar se a origem social dos candidatos tem efeito diferenciador na caracterização, aspirações e desempenho escolar.  Os estudantes foram divididos em dois grandes grupos tendo como critério de seleção a escolaridade dos pais e a renda mensal familiar. Os resultados indicam que a origem social dos estudantes tem papel preponderante na diferenciação dos alunos, de suas aspirações e do desempenho no Enem. Possuir renda familiar acima de 20 Salários Mínimos ou ter um dos pais com curso superior aumentam substancialmente as chances dos alunos fazerem o exame numa idade considerada como adequada, de não ter parado de estudar no Ensino Médio, de ser de uma determinada cor; de aspirar entrar no Ensino Superior Público e ter condições objetivas de fazê-lo e de se sair melhor no desempenho nas provas objetivas e na redação. Ao final, o texto reflete sobre a incômoda constatação de que em 2012, no estado mais rico da federação brasileira, a origem social faça ainda tanta diferença, como parecem sugerir os números apresentados.