Do Presente do Subjuntivo ao Presente do Indicativo: indícios de transição na escrita catarinense

Situado numa interface entre a teoria da variação e mudança e o funcionalismo linguístico, este artigo, revisitando o trabalho de Autor (2012), objetiva examinar o contexto variável de presente do subjuntivo (PS) e presente do indicativo (PI) em uma amostra diacrônica composta por cartas ao redator...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Pimpão, Tatiana Schwochow, Gorski, Edair Maria
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Repositorio:Signum: Estudos da Linguagem
Idioma:inglés
portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/37687
Acceso en línea:https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/37687
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Presente do indicativo
transição
escrita catarinense
8.01.04.00-2 Sociolingüística e Dialetologia
Descripción
Sumario:Situado numa interface entre a teoria da variação e mudança e o funcionalismo linguístico, este artigo, revisitando o trabalho de Autor (2012), objetiva examinar o contexto variável de presente do subjuntivo (PS) e presente do indicativo (PI) em uma amostra diacrônica composta por cartas ao redator publicadas em jornais das cidades de Florianópolis e de Lages (SC) a partir do final do século XIX até o final do século XX, buscando indícios contextuais de transição. Uma investigação mais refinada dos dados com foco na periodização histórica permitiu identificar, além do aumento de frequência de PI a partir da década de 1960, os contextos favoráveis à expansão dessa forma verbal (submodo epistêmico com projeção temporal espraiada e orações substantivas objetivas diretas com verbos de cognição, notadamente o item lexical achar) e os contextos de restrição (submodo deôntico com projeção futura e orações com gatilhos formais, como talvez e conjunções concessivas). Os resultados desses fatores que atuam imbricadamente, coocorrendo com PS e PI em cada período e ao longo do tempo, dão sustentação à ideia de que PI, em transição gradual, vai lentamente se espraiando para o domínio funcional de PS, na escrita catarinense.