Diversity patterns of Oniscidea (Isopoda, Crustacea) associated with Brazilian caves

Compreender os padrões de distribuição das espécies representa um aspecto fundamental não somente aos estudos de Biogeografia fornecendo indícios de condições pretéritas que levaram as linhagens aos locais onde hoje são observadas, mas também para fornecer suporte para a sua conservação. Embora isto...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, Rafaela Bastos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/29049
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/29049
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ecologia Aplicada
Biogeografia
Diversidade
Gradiente latitudinal
Regra de Rapoport
Áreas de endemismo
Estruturação de comunidades
Isópodes terrestres
Biogeography
Latitudinal gradient
Rapoport’s Rule
Areas of endemism
Assembly rules
Terrestrial isopods
Descripción
Sumario:Compreender os padrões de distribuição das espécies representa um aspecto fundamental não somente aos estudos de Biogeografia fornecendo indícios de condições pretéritas que levaram as linhagens aos locais onde hoje são observadas, mas também para fornecer suporte para a sua conservação. Embora isto seja bem explorado para diversos taxa em todo o mundo, a fauna subterrânea ainda carece de informações a esse respeito. Esta tese foi conduzida com o objetivo de elucidar os padrões de distribuição de Oniscidea associados a cavernas brasileiras, especificamente testando se apresentam um gradiente latitudinal de riqueza e de amplitude de distribuição das espécies. Além disso foram delimitadas áreas de endemismo (AE) com base na interpolação geográfica de endemismos, para as quais foi calculado o índice de distinção taxonômica (∆*). Com base nisso foram indicadas áreas prioritárias para a conservação deste grupo e consequentemente da paisagem a que estão associados e toda a biodiversidade nela contida. Observou-se que nem a riqueza nem a amplitude de distribuição de Oniscidea estão relacionados à latitude, mas sim ao número de cavernas presente na mesma faixa latitudinal. Nenhuma relação significativa foi observada quando os troglóbios foram desconsiderados. Quatorze AEs foram identificadas, entre as quais a Província Espeleológica de Arcos-Pains-Doresópolis (PEAPD) e Carste Sul da Bahia destacaram-se como áreas de maior riqueza, enquanto PETAR e Chapada Diamantina apresentaram os maiores valores de ∆*. A PEAPD foi avaliada mais detalhadamente a fim de comparar os padrões de diversidade taxonômica, filogenética e funcional das assembleias epígea e hipógea de Oniscidea, especialmente testando o efeito dos troglóbios sobre estes padrões, além de verificar que componente da β diversidade predomina na estruturação da comunidade. Desconsiderando os troglóbios, não houve diferenças entre a diversidade taxonômica, filogenética e funcional epígea e hipógea, mas quando estes são considerados as cavernas apresentaram maior diversidade taxonômica. Além disso, a diversidade funcional total foi maior no ambiente hipógeo, mas não houve diferenças entre a β diversidade funcional, ou seja, no quão funcionalmente diferentes as cavernas e os transectos são entre si. Portanto, os troglóbios são os grandes responsáveis pela singularidade taxonômica das cavernas, as quais são mais ricas em espécies filogeneticamente relacionadas e funcionalmente redundantes. Tais resultados reforçam a necessidade de conduzir análises manipulando a presença de algumas espécies para testar seu efeito sobre os padrões observados, bem como de usar abordagens integrativas ao avaliar padrões de diversidade.