Estações ferroviárias de São Paulo: locais públicos da mobilidade

A mobilidade, em múltiplas escalas, é algo representativo da contemporaneidade e uma atividade intrínseca à vida social e urbana. No momento histórico atual, as pessoas, objetos e informações estão, de modo geral, circulando cada vez mais, por diferentes motivos, através de diferentes tecnologias e...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Neres, Rodrigo Morganti
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11122023-114115
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16136/tde-11122023-114115/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Estações ferroviárias
Mobilidade urbana
Práticas sociais
Rail transport
Railway stations
São Paulo
Social practices
Transporte ferroviário
Urban mobility
Descripción
Sumario:A mobilidade, em múltiplas escalas, é algo representativo da contemporaneidade e uma atividade intrínseca à vida social e urbana. No momento histórico atual, as pessoas, objetos e informações estão, de modo geral, circulando cada vez mais, por diferentes motivos, através de diferentes tecnologias e com maior rapidez e frequência. Os deslocamentos urbanos, especificamente, se dão sempre em relação ao espaço urbano e produzem efeitos socioespaciais positivos, como a ampliação da acessibilidade das localidades, e negativos, como fomentar, em conjunto com outros fatores, processos segregativos. Vista sob essa perspectiva e considerando os aspectos econômicos, sociais, políticos e espaciais envolvidos, a mobilidade não é apenas o deslocamento de um ponto a outro. É uma prática social imbuída de significados que, enquanto fator social, é um agente de produção do espaço e do tempo. Ao passo que, considerar essas questões abre muitas possibilidades de compreensão das infraestruturas de transporte para além do domínio excessivamente técnico ao qual pertencem. Observar como as pessoas se comportam em seus deslocamentos e usam os espaços das infraestruturas de transporte é uma delas. É a partir dessa abordagem, que traz as pessoas e as práticas sociais da mobilidade para o centro das análises, que as estações ferroviárias de São Paulo são investigadas nesta tese como locais públicos da mobilidade em íntima relação com a cidade. Ao associar os usos identificados em levantamentos em campo às características espaciais, esta pesquisa se desenvolve a partir do estudo de caso das estações Barra Funda, Pirituba e Jardim Helena-Vila Mara. Os resultados indicam a diversidade de formas com que essas infraestruturas se relacionam com o espaço urbano da metrópole paulista, de acordo com os usos dos passageiros, com as características de inserção urbana e as possibilidades de ampliar a sinergia das estações com os espaços públicos, criados ou existentes.