Exigência de treonina digestível para frangos de corte de menor potencial genético para crescimento

A treonina, terceiro aminoácido limitante para frangos de corte alimentados com dietas à base de milho e farelo de soja, apresenta grande importância na composição do muco intestinal, das enzimas digestivas e na estrutura de anticorpos. Participa na formação de colágeno e de penas, além da síntese p...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Machado, Noédson de Jesus Beltrão
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/14847
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/14847
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aminoácido
Mucina
Proteína
Amino acid
Mucin
Protein
Zootecnia
Descripción
Sumario:A treonina, terceiro aminoácido limitante para frangos de corte alimentados com dietas à base de milho e farelo de soja, apresenta grande importância na composição do muco intestinal, das enzimas digestivas e na estrutura de anticorpos. Participa na formação de colágeno e de penas, além da síntese protéica muscular. Foram realizados quatros experimentos com o objetivo de estimar as exigências de treonina digestível para frangos de corte de menor potencial genético para crescimento na fase inicial (10 a 28 dias), crescimento I (29 a 49 dias), crescimento II (50 a 69 dias) e final (70 a 84 dias), sendo utilizadas aves diferentes em cada fase estudada. O experimento I foi conduzido em gaiolas metabólicas e os experimentos II, III e IV em galpão experimental. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado (DIC) com cinco tratamentos e quatro repetições de 10 aves na fase inicial; 22 nas fases de crescimento I e II e 20 aves na fase final. Os tratamentos foram constituídos com valores crescentes de treonina obtidos a partir da adição de L-Treonina (98,5% de pureza) à ração basal, em substituição ao amido de milho, sendo os valores de treonina digestível estudados: fase inicial - 0,622; 0,697; 0,772; 0,847 e 0,922 %; crescimento I - 0,586; 0,662; 0,738; 0,814 e 0,890%; crescimento II - 0,570; 0,640; 0,71; 0,780 e 0,850% e fase final - 0,520; 0,595; 0,670; 0,745 e 0,820%. Foram avaliados os parâmetros de desempenho, características de carcaça, morfometria duodenal e o rendimento bruto de mucina intestinal. As estimativas de exigências nutricionais foram estabelecidas, quando possível, através do estudo do modelo quadrático. Foi encontrado efeito significativo linear para consumo de ração e efeitos quadráticos para ganho de peso e conversão alimentar na fase inicial; e efeitos quadráticos para consumo de ração e conversão alimentar na fase de crescimento I e II. Não foram observados efeitos no desempenho dos frangos na fase final. Houve efeito na altura das vilosidades e profundidade de criptas duodenais em resposta aos crescentes valores de treonina digestível. Em todos os experimentos, o aumento dos valores de treonina resultaram em respostas significativas na produção de mucina bruta intestinal, sendo estimada exigência para a máxima produção em 0,775% na fase inicial, 0,747% na fase de crescimento II e 0,690% na fase final. Podem ser recomendados os valores de 0,890; 0,767%; 0,733% de treonina digestível, respectivamente, para a fase inicial, crescimento I e II com base na melhor conversão alimentar e de 0,694% de treonina digestível para fase final com base na maior produção de mucina intestinal. Para melhor conversão alimentar, se recomenda a relação treonina:lisina digestível de 65,09; 53,17; 74,22% para as fases inicial, crescimento I e II respectivamente, e 72,26% para maior produção de mucina intestinal na fase final. A treonina exerce efeito na altura das vilosidades e profundidades de cripta e na produção de mucina intestinal.