Avaliação da eficácia da Matricaria recutita linn. na prevenção e controle da mucosite oral radioinduzida
A mucosite oral é considerada um dos efeitos colaterais agudos mais importantes e de maior frequência do tratamento antineoplásico não-cirúrgico, podendo ser definida como uma inflamação da mucosa bucal, extremamente dolorosa e debilitante, a qual é induzida por drogas citotóxicas e/ou irradiação. O...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/1705 |
| Acesso em linha: | http://tede.bc.uepb.edu.br/tede/jspui/handle/tede/1705 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Neoplasias Fitoterapia Odontologia preventiva Radioterapia Neoplasms Phytotherapy Preventive Dentistry Radiotherapy CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA |
| Resumo: | A mucosite oral é considerada um dos efeitos colaterais agudos mais importantes e de maior frequência do tratamento antineoplásico não-cirúrgico, podendo ser definida como uma inflamação da mucosa bucal, extremamente dolorosa e debilitante, a qual é induzida por drogas citotóxicas e/ou irradiação. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a eficácia da Matricaria recutita Linn. (Camomila) na prevenção e controle da mucosite oral radioinduzida, em pacientes com neoplasias malignas de cabeça e pescoço atendidos nos Hospitais Dr. Napoleão Laureano e na Fundação Assistencial da Paraíba, no período compreendido entre maio de 2010 a maio de 2011. Constituiu-se em um ensaio clínico, experimental, prospectivo, cego-simples, controlado pelo gluconato de clorexidina. A amostra foi composta por 22 pacientes que foram divididos em três grupos. No grupo I (experimental) (n=7) os pacientes foram tratados com o gel de camomila a 3% ao iniciar o tratamento radioterápico dando sequência até o final do mesmo; o grupo II (controle positivo) (n=7), fez o uso do gel de gluconato de clorexidina a 1% somente ao surgir a mucosite, até cessar a sintomatologia e o grupo III (experimental) (n=8), tratou a mucosite com gel de camomila a 3%, porém apenas ao surgir a mucosite oral. Os dados foram tabulados em programa SPSS 15; Foi realizada análise descritiva e aplicados os testes de Qui-Quadrado, cálculo do coeficiente p de Spearman, testes U de Mann-Whitney e de Kruskall-Wallis, sendo considerados significativos os valores de p≤0,05. A maioria dos pacientes era do gênero masculino, com média de idade de 65,9 anos, tendo a língua como localização mais frequente do tumor. No grupo I, apenas um paciente não apresentou mucosite oral em nenhum momento do tratamento radioterápico, porém o surgimento da mucosite oral nos outros pacientes deste grupo se deu em dosagens de radiação equivalentes quando comparado com o surgimento nos grupos II e III. A gradação da mucosite foi comparada entre os três grupos, a partir do surgimento, em três momentos consecutivos, por meio do teste de Kruskall-Wallis. Os resultados não apontaram diferenças estatisticamente significativas entre os três grupos com p>0,05, porém através dos dados descritivos, observou-se que o grupo II foi o que apresentou melhora clínica da mucosite oral em menor tempo de tratamento ao utilizar o gel de gluconato de clorexidina, enquanto no grupo III a melhora clínica da mucosite deu-se em um período maior quando comparado aos demais grupos. Concluiu-se, nesse estudo, que a camomila não apresentou efeito profilático para o surgimento da mucosite oral, no entanto, mostrou-se eficaz em relação à diminuição da severidade no decorrer do tratamento na maioria dos pacientes. |
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