Desgaste por deslizamento de aços inoxidáveis austeníticos.

Uma das razões do grande esforço dedicado ao estudo do desgaste por deslizamento é devido a sua complexidade, especialmente no que se refere os mecanismos envolvidos. No desgaste por deslizamento estão presentes mecanismos de adesão, fadiga,triboquímico e abrasão. Adicionalmente, podem ocorrer trans...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Farias, María Cristina Moré
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:1999
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-30042024-082744
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3132/tde-30042024-082744/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Aço inoxidável austenítico
Austenitic stainless steel
Desgaste
Wear
Descrição
Resumo:Uma das razões do grande esforço dedicado ao estudo do desgaste por deslizamento é devido a sua complexidade, especialmente no que se refere os mecanismos envolvidos. No desgaste por deslizamento estão presentes mecanismos de adesão, fadiga,triboquímico e abrasão. Adicionalmente, podem ocorrer transições na taxa de desgaste devidas ao efeito da carga, velocidade de deslizamento ou da transformação de fases, entre outros fatores. Nos aços inoxidáveis austeníticos ocorre atransformação martensítica por deformação plástica durante o desgaste por deslizamento. O esclarecimento da influência desta transformação é ainda um ponto de atenção para os pesquisadores. Com o objetivo de estudar o comportamento do desgastedos aços inoxidáveis austeníticos, assim como a influência da transformação martensítica induzida por deformação plástica foram realizados ensaios de desgaste por deslizamento com variações na carga normal e na distância. Os aços AISI 304 e AISI316 foram os materiais de estudo e o sistema de ensaio utilizado foi do tipo pino-sobre-disco. Foram caracterizadas as superfícies desgastadas e os resíduos de desgaste mediante microscopia óptica, microscopia eletrônica de varredura e difraçãode raiso-X. Para a caracterização das regiões sub-superficiais foram realizadas medidas de microdureza. No desgaste dos aços inoxidáveis austeníticos a microestrutura e a dureza da sub-superfície são afetadas pela presença da fasemartensitainduzida por deformação plástica. A dureza das regiões sub-superficiais influenciam na magnitude do desgaste. O material sofrerá um desgaste maior, se uma região sub-superficial, mais próxima à superfície desgastada, endurecida fortemente devido à deformação plástica e/ou à presença da martensita, não pode ser suportada pelas regiões menos encruadas correspondentes ao material basea.