As mulheres “do” fluxo: um estudo etnográfico na Cracolândia
Pesquisas qualitativas abordando as principais cenas de uso de crack no país têm sido comuns nos últimos anos. Soma-se a elas o expressivo crescimento do número de pessoas frequentadoras e moradoras do entorno desses locais, o que tem demandado diversas intervenções estatais no contexto. Estudo rece...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2021 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repository: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/62187 |
| Online Access: | https://hdl.handle.net/11600/62187 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Usuárias de crack Cracolândia Dependência química Etnografia Agências |
| Summary: | Pesquisas qualitativas abordando as principais cenas de uso de crack no país têm sido comuns nos últimos anos. Soma-se a elas o expressivo crescimento do número de pessoas frequentadoras e moradoras do entorno desses locais, o que tem demandado diversas intervenções estatais no contexto. Estudo recente revelou que da crescente população residente e frequentadora da região de São Paulo conhecida como Cracolândia, a população feminina cresceu expressivamente em curto intervalo de tempo. Em levantamento bibliográfico, foi identificada a escassez de pesquisas que enfoquem essas mulheres especificamente e que parte considerável dos estudos encontrados relacionam alguns aspectos comuns como violência e prostituição a essas pessoas. Desse modo, essa pesquisa pretendeu colher narrativas de mulheres que circulam pela principal cena de uso de São Paulo também chamada por moradores, frequentadores e trabalhadores do território como fluxo. O método utilizado foi a etnografia que teve como um dos principais pontos de acesso ao campo as atividades do Coletivo Tem Sentimento, grupo de voluntários e frequentadoras da Cracolândia que promovem geração de renda e autocuidado principalmente às mulheres. No decorrer do trabalho de campo, diversas histórias puderam ser registradas, bem como diferentes condições e motivações para frequentarem o fluxo e ficou evidente que, apesar das condições de precariedade em que vivem essas pessoas, existe vida e agências para a satisfação de desejos, enfrentamento de adversidades e elaboração de vivências. |
|---|