Transfiguração e realidade social em cinco comédias de Ariano Suassuna
Este trabalho dedica-se a investigar as relações entre realidade social e transfiguração literária em cinco comédias de Ariano Suassuna, Auto da Compadecida (1955), O Casamento Suspeitoso (1957), O Santo e a Porca (1957), A Pena e a Lei (1959) e Farsa da Boa Preguiça (1960), mediante estudo do modo...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-16052023-105944 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-16052023-105944/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ariano Suassuna (1927-2014) Brazilian Literature (XXth Century) Brazilian Theater (Comedy) Literatura Brasileira (Séc.XX) Teatro brasileiro (Comédia) |
| Sumario: | Este trabalho dedica-se a investigar as relações entre realidade social e transfiguração literária em cinco comédias de Ariano Suassuna, Auto da Compadecida (1955), O Casamento Suspeitoso (1957), O Santo e a Porca (1957), A Pena e a Lei (1959) e Farsa da Boa Preguiça (1960), mediante estudo do modo de construção das personagens e seus conflitos dramáticos, o tempo das ações e espaços cênicos. Nesta investigação, as formas utilizadas para a reconstrução literária de elementos do contexto histórico, político e social do sertão nordestino, bem como das vivências pessoais do autor, são descritas, analisadas e interpretadas. Nas comédias, o mundo e o homem sertanejos são apresentados em suas especificidades, mas também são relacionados a questionamentos humanos mais profundos e universais. A crítica social está presente, mas não esconde o humor, as cores, o ritmo, a esperteza, a ingenuidade e a fé dos homens do sertão, abordados em suas variações de classe social, gênero e valores pessoais. Além de materializar aspectos da vida social, as peças trazem elementos oriundos de matrizes culturais diversas, como as fontes clássicas, ibéricas e cristãs, tanto eruditas quanto populares. A construção do riso cômico se faz por meio da aproximação de elementos contrários, que alcançam coexistência harmônica e funcionalidade, resultando em obras bem-acabadas e com coerência interna. A vida do homem em sociedade é apresentada como limitada no tempo e no espaço, cujos problemas só são superados quando considerados valores metafísicos e universais. Assim, a realidade social é mais que pretexto para a criação literária - ela determina e explica os valores estéticos presentes na estrutura das peças. |
|---|