O início da vida e a passagem para o mundo espiritual: a noção de corpo e pessoa nos rituais de nominação e de morte Bororo

No final da década de 1970 um grupo de antropólogos chamou a atenção para o papel da corporalidade nas sociedades indígenas latino-americanas e brasileiras estabelecendo que as características adquiridas pela pessoa, ao longo do seu crescimento, não são concebidas por meio de determinação genética o...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Silva, Júnior José da, Acçolini, Graziele
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Revista Ñanduty
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/5756
Acceso en línea:https://ojs.ufgd.edu.br/nanduty/article/view/5756
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bororo. Rituais de Passagem. Corpo.
Descripción
Sumario:No final da década de 1970 um grupo de antropólogos chamou a atenção para o papel da corporalidade nas sociedades indígenas latino-americanas e brasileiras estabelecendo que as características adquiridas pela pessoa, ao longo do seu crescimento, não são concebidas por meio de determinação genética ou biológica, mas atributos imaginados e produzidos pela comunidade, ou seja, corpo e pessoa são moldados, esculpidos segundo as prerrogativas e estilos do grupo. Tal processo de construção se articula por meio de uma complexa linguagem simbólica em torno da decoração e exibição do corpo seja no cotidiano como, fundamentalmente, durante os vários rituais que marcam o clico da vida do indivíduo. Neste sentido, o trabalho proposto tem por objetivo fazer uma análise do processo de estetização do corpo por meio da descrição de dois rituais Bororo: o Ritual de Nominação, no qual a criança, por meio da escolha de um nome, adquire um espaço dentro da lógica social; e o Ritual Fúnebre, que evidencia a finitude do corpo e acentua os laços de reciprocidades dos grupos clânicos na busca por reordenar o desiquilíbrio proporcionado pela morte, ao ritualizar a passagem de vida física para a espiritual.