O trabalho de encenação em Calabar (1973): o espetáculo censurado e as reflexões de Fernando Peixoto
Este trabalho investiga a encenação censurada de Calabar. A peça foi escrita por Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra em 1973, dirigida por Fernando Peixoto no mesmo ano, e censurada às vésperas da estreia pela Ditadura Civil-Militar. A pesquisa reuniu documentos ligados ao trabalho teatral realiz...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-13112019-125538 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-13112019-125538/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | brazilian theater Chico Buarque de Hollanda Fernando Peixoto musical politicized theater Ruy Guerra teatro brasileiro teatro musical politizado |
| Resumo: | Este trabalho investiga a encenação censurada de Calabar. A peça foi escrita por Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra em 1973, dirigida por Fernando Peixoto no mesmo ano, e censurada às vésperas da estreia pela Ditadura Civil-Militar. A pesquisa reuniu documentos ligados ao trabalho teatral realizado, incluindo depoimentos inéditos do período, gravados em fita cassete por Fernando Peixoto e pelo diretor assistente Mário Masetti. Foram também realizadas entrevistas com artistas que participaram do processo de ensaios. A partir desses materiais, foi produzida uma análise da montagem interrompida, organizada em três capítulos. O primeiro deles trata do processo de produção da peça. Muitas das reflexões de Peixoto sobre Calabar estão ligadas aos limites e possibilidades estabelecidos por sua forma de produção. O encenador avalia os impasses das produções teatrais de esquerda inseridas no circuito comercial. O segundo capítulo descreve e analisa o trabalho da equipe de direção sobre a dramaturgia. Peixoto e Masetti realizaram diversas reflexões sobre as potências do texto, e os pontos em que a montagem entrava em atrito com as proposições dramatúrgicas. Por fim, no terceiro capítulo, foram analisados aspectos da encenação censurada. Peixoto articulou um enunciado da encenação a partir da presença de um coro que representava o povo. Nele se projetava um vislumbre de luta popular, sem a presença de um herói. A participação do coro nessa montagem dialoga com certa tradição de teatro musical politizado da década de 1960, mas sua especificidade está ligada à conjuntura do Brasil da década de 1970. Ao estudar a encenação censurada de Calabar, essa pesquisa procurou investigar as relações entre forma cênica, condições produtivas e contexto histórico |
|---|