Agressividade na ludoterapia: impacto na contratransferência
A agressividade na infância tem sido apontada em pesquisas longitudinais como precursora da delinqüência na adolescência e da drogadependência na idade adulta. Sendo a infância um período mais propício a mudanças, procurou-se realizar intervenções em crianças apontadas por professores como muito agr...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-01042009-132322 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-01042009-132322/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aggressiveness Agressividade Contratransferência Countertransference Ludoterapia Play therapy Psychotherapeutic transference Transferência psicoterapêutica |
| Sumario: | A agressividade na infância tem sido apontada em pesquisas longitudinais como precursora da delinqüência na adolescência e da drogadependência na idade adulta. Sendo a infância um período mais propício a mudanças, procurou-se realizar intervenções em crianças apontadas por professores como muito agressivas no ambiente escolar. Neste trabalho, buscou-se estudar o processo ludoterapêutico a que foi submetida uma criança agressiva do sexo masculino, enfocando-se os fenômenos contratransferenciais. Foram realizados atendimentos semanais em uma sala com material lúdico específico para esta intervenção, ao longo de aproximadamente dois anos. Observou-se mudanças internas importantes na criança, sendo capaz de lidar melhor com perdas e de aceitar limites na relação com o outro. O que ampliou sua capacidade de relacionamento humano no âmbito social e escolar. No entanto, em muitos momentos, o contato com este menino foi angustiante e confuso para o terapeuta, em especial nas ocasiões em que a criança se mostrava muito agressiva. Ao término do processo psicoterápico, buscou-se compreender estas vivências angustiantes e confusas experimentadas durante os atendimentos. O que poderiam ser tais eventos e que sentidos teriam? Para abordar estas questões, utilizou-se, em especial, os referenciais teóricos de Melanie Klein, Donald Winnicott e Pierre Fédida, para abordar a agressividade e o processo transferencial/contratransferencial. Estes estudos puderam esclarecer o fato de que a intensidade e a violência do processo transferencial podem interromper a capacidade receptiva da contratransferência, ou seja, a possibilidade de ressonância, a abertura ao novo e ao inesperado e a possibilidade de linguagem do terapeuta nas sessões. E que a força desta transferência pode encontrar eco nos próprios conflitos inconscientes do terapeuta. Deixa-se como questão para futuros estudos, a hipótese de que o ataque à capacidade receptiva da contratransferência seja algo freqüente no trabalho clínico com uma criança agressiva e que este ataque possa se dar pela dificuldade de elaboração de lutos e de angústias depressivas. |
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