Efeito do flavonoide rutina em marcadores neurais da zona subventricular, hipocampo e estriado em modelo in vivo da doença de Parkinson

O aminocromo, neurotoxina derivada da dopamina, é utilizada para induzir degeneração em modelos animais da Doença de Parkinson. Além da perda de neurônios dopaminérgicos, essa doença induz reatividade glial e redução da neurogênese. A microglia M1 e os astrócitos A1 contribuem para um ambiente tóxic...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Leite, Camilla Melo Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42866
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42866
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA::NEUROPSICOFARMACOLOGIA
Doença de Parkinson
Aminocromo
Neuroinflamação
Rutina
Neurogênese
Parkinson's Disease
Aminochrome
Neuroinflammation
Rutin
Neurogenesis
Descripción
Sumario:O aminocromo, neurotoxina derivada da dopamina, é utilizada para induzir degeneração em modelos animais da Doença de Parkinson. Além da perda de neurônios dopaminérgicos, essa doença induz reatividade glial e redução da neurogênese. A microglia M1 e os astrócitos A1 contribuem para um ambiente tóxico e pró-inflamatório. Assim, investigar agentes com ação reguladora sobre células gliais é uma abordagem promissora para terapias neuroprotetoras. Este estudo analisa os efeitos da rutina na neurogênese adulta e na ativação glial em modelo induzido por aminocromo. Métodos: 24 ratos Wistar machos (250–270 g) foram distribuídos aleatoriamente em quatro grupos. Os grupos CT e RUT receberam solução salina, enquanto AMI e AMI+RUT receberam aminocromo (1.000 µM; 6 nmol em 6 µL) por injeção estriatal. Após 22 dias de tratamento por gavagem oral, os cérebros foram processados para imunofluorescência com marcadores de astrócitos (GFAP, S100β), microglia (IBA1, CD68, CD206) e neurônios (DCX, NeuN). Resultados e conclusões: Este estudo identificou que o aminocromo induziu alterações no estriado, afetando micróglias e astrócitos, evidenciadas pelo aumento de células microgliais (IBA1 e CD68) e pela elevação dos níveis de GFAP e S100β. Essas alterações foram atenuadas com a administração de rutina. A injeção da toxina no estriado pode ter desencadeado, indiretamente, outros mecanismos no hipocampo; no entanto, não foram observadas reatividade glial nem redução da neurogênese induzidos por aminocromo nessa região. A principal inovação deste trabalho foi demonstrar que a administração oral de rutina modulou a expressão de marcadores gliais no estriado e no hipocampo de ratos Wistar, com aumento de marcadores do perfil M1, redução dos relacionados ao perfil M2 e diminuição de marcadores de precursores neuronais no hipocampo, ao mesmo tempo em que elevou sua expressão na zona subventricular. Esses achados reforçam a relação entre o efeito neuroprotivo da rutina e a dinâmica da ativação glial, contribuindo para a compreensão de seus mecanismos de ação na Doença de Parkinson.