Fact as fiction: Retelling the sciences, in the USA of the early 20th century

Seja a escrita de um poema ou de um romance, essas eram tidas como as atividades humanas mais elevadas até o início do século 20. Ao lado de poetas, cientistas não teriam lugar. Graças à associação entre a filosofia materialista e cientistas – considerados como pessoas sem imaginação -, havia um cer...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Florio, Victoria, Freire Júnior, Olival
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Khronos
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/171779
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/khronos/article/view/171779
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Imagination
Future
Sciences
Science fiction
Scientific divulgation
Imaginação
Futuro
Ciências
Ficção científica
Divulgação científica
Descripción
Sumario:Seja a escrita de um poema ou de um romance, essas eram tidas como as atividades humanas mais elevadas até o início do século 20. Ao lado de poetas, cientistas não teriam lugar. Graças à associação entre a filosofia materialista e cientistas – considerados como pessoas sem imaginação -, havia um certo desgosto das ciências por parte das pessoas literatas. Os EUA pós-Guerra viram a necessidade de unificar essas duas culturas – as mesmas apontadas, na década de 50, pelo físico e romancista inglês C. P. Snow. O cenário de tensão e essa necessidade de unificação contribuíram para mudar lentamente a maneira como a imprensa especializada comunicava ciências para o público: no lugar de números e equações, metáforas, especulações futurísticas foram incorporadas como parte das rotinas jornalísticas. Esse foi o contexto em que o editor e escritor Hugo Gersnsback lançou a revista pulp de “scientifiction” Amazing Stories, cuja primeira edição foi publicada em abril de 1926. Com o mote “Ficção hoje, fato amanhã”, a revista proclamava o poder dos fatos científicos e da imaginação para reconciliar ciências e literatura, num processo em que diversas comunidades e instituições estão envolvidas na formação de uma cultura científica, em acordo com a proposta da espiral de cultura científica do linguista e divulgador das ciências Carlos Vogt.