Diferenças entre sexos na resposta ventilatória decorrente da interação entre o quimiorreflexo carotídeo e o mecanorreflexo muscular em humanos saudáveis

Ao comparar os sexos, os homens apresentam pulmões e parede torácica maiores e têm maior capacidade de atender as demandas impostas à taxa de fluxo aéreo, volume pulmonar e difusão alvéolo-capilar. No entanto, diferenças no controle neural da ventilação (VE) entre homens e mulheres ainda foram pouco...

Full description

Bibliographic Details
Author: Oliveira, Diogo Machado de [UNIFESP]
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2019
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repository:Repositório Institucional da UNIFESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/59283
Online Access:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7654898
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59283
Access Level:Open access
Keyword:Difference Between Sex
Ventilation
Carotid Chemoreflex
Exercise
Diferença Entre Sexo
Ventilação
Quimiorreflexo Carotídeo
Exercício
Description
Summary:Ao comparar os sexos, os homens apresentam pulmões e parede torácica maiores e têm maior capacidade de atender as demandas impostas à taxa de fluxo aéreo, volume pulmonar e difusão alvéolo-capilar. No entanto, diferenças no controle neural da ventilação (VE) entre homens e mulheres ainda foram pouco exploradas. Dados indicam que a resposta da VE à hipóxia em exercício de intensidade leve é menor em mulheres quando comparado aos homens, o que a princípio pode ser interpretada como uma desvantagem. Tal achado pode ser explicado por mecanismos de controle neural da VE. Nesse sentido, a hipótese do presente estudo foi que a ativação concomitante do quimiorreflexo carotídeo e o mecanorreflexo muscular geraria maior resposta de aumento da VE em homens que em mulheres. Para testar essa hipótese foram recrutados 30 indivíduos saudáveis (15 homens e 15 mulheres). O estudo foi delineado como randomizado, controlado, cruzado e cego simples. Os voluntários realizaram 2 visitas ao laboratório. O mecarreflexo muscular foi ativado através de movimento passivo realizado por dinamômetro isocinético. A atividade quimiorreflexa carotídea foi mantida via oferta de FiO2 de 21% ou estimulado via oferta de FiO2 de 12%. O tempo de exposição aos gases foi aproximadamente de 3 minutos. Cada visita contemplou 8 repetições (4 repetições em repouso e 4 repetições com movimento passivo), sendo 30 segundos para períodos de registro basal, condição repouso ou movimento passivo e recuperação. Como resultado, a resposta da VE na condição de movimento sob hipóxia nas mulheres não foi maior que a soma da VE na condição de movimento sob normoxia e repouso sob hipóxia. No grupo dos homens nota-se que a resposta da VE na condição de movimento sob hipóxia foi maior que a soma da VE na condição de movimento sob normoxia e repouso sob hipóxia. Portanto, os resultados sugerem que a interação do quimiorreflexo carotídeo e o mecanorreflexo muscular é hiperaditiva em homens e aditiva em mulheres. Adicionalmente, estes resultados contribuem na compreensão de mecanismos fisiológicos que estão presentes na formação da resposta ventilatória ao exercício e evidencia que há diferença na resposta ventilatória entre sexos.