Avaliação biomecânica da estabilidade após avanço mandibular pelas osteotomias mandibulares de obwegeser–dal pont e de puricelli utilizando elementos finitos tridimensionais

Introduçāo: A osteotomia sagital do ramo mandibular, tem indicação para o tratamento das deformidades mandibulares, o seu desenvolvimento seguiu em paralelo com avanço da cirurgia bucomaxilofacial. Por ser uma osteotomia importante, teve diversas variações descritas, nāo apresentando ainda um consen...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Szydloski, Vinicius Matheus
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/270553
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/270553
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Osteotomia mandibular
Cirurgia ortognática
Estabilidade
Elementos finitos
Mandíbula
Sagittal split ramus
Orthognathic surgery
Stability
Finite element
Mandible
Descripción
Sumario:Introduçāo: A osteotomia sagital do ramo mandibular, tem indicação para o tratamento das deformidades mandibulares, o seu desenvolvimento seguiu em paralelo com avanço da cirurgia bucomaxilofacial. Por ser uma osteotomia importante, teve diversas variações descritas, nāo apresentando ainda um consenso sobre a melhor localização do ponto de vista biomecânico. Na técnica introduzida por Puricelli, a osteotomia vestibular vertical é realizada, na região do corpo mandibular, na mesial do primeiro molar inferior. Objetivos: Este trabalho teve como objetivo avaliar a estabilidade biomecânica do desenho da osteotomia de Puricelli e compara-lá com a técnica de Obwegeser-Dal Pont. Materiais e métodos: Através Análise de Elementos Finitos (AEF) foi desenvolvido um modelo geométrico computacional da mandíbula em ambiente virtual. Após a reprodução dos movimentos foram definidos três grupos: GTOD10 – Obwegeser Dal-Pont com avanço de 10 mm, GTP10 - Puricelli com avanço de 10 mm e GTP20 - Puricelli com avanço de 20 mm. As alterações geométricas, aplicação da tensão e análise dos elementos finitos foram realizadas em softwares específicos, permitindo análises quantitativas e comparativas da tensão mandibular, do deslocamento vertical da mandíbula e da medida da área de sobreposição entre os segmentos ósseos, nos diferentes grupos experimentais. Resultados: O GTP10 apresenta uma tensão 17,48% maior que no GTOD10 e 51,10% menor que GTP20, este último apresenta uma tensão 59,63% maior que no GTOD10. Na avaliação do deslocamento o GTP10 apresenta um deslocamento 28,73% menor que GTOD10 e 56,47% menor que no GTP20, este último que apresenta um deslocamento 38,92 % maior que o GTOD10. Considerando a área de sobreposição óssea o GTP10 apresenta uma superfície 33,13% maior que o GTOD10 e 29,55% maior que o GTP20, este último apresenta uma área de sobreposição óssea 5,08% maior que o GTOD10. Conclusão: Este estudo, utilizando a AEF, demonstra que a osteotomia mandibular de Puricelli, aplicada para grandes avanços mandibulares, resulta na localização das tensões críticas longe da linha de osteotomia vertical, menor deslocamento vertical da mandíbula e maior área de sobreposição entre os segmentos ósseos, sugerindo assim maior estabilidade mecânica quando comparada à técnica de Obwegeser Dal-Pont.