Aplicação de práticas não farmacológicas para a prevenção da hemorragia pós-parto : revisão sistemática com metanálise

Objetivo: sintetizar as evidências científicas sobre as práticas não farmacológicas aplicadas para a prevenção da hemorragia pós-parto. Método: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura com metanálise, seguindo os critérios do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyse...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Moraes, Fabrício da Cunha
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296306
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/296306
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Hemorragia pós-parto
Hemorragia pós-parto : Cuidados de enfermagem
Parto normal
Enfermagem obstétrica
Postpartum hemorrhage
Clamping
Normal birth
Obstetric nursing
Descrição
Resumo:Objetivo: sintetizar as evidências científicas sobre as práticas não farmacológicas aplicadas para a prevenção da hemorragia pós-parto. Método: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura com metanálise, seguindo os critérios do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses, registrada no International Prospective Register of Systematic Reviews sob o número CRD42023431170. A estratégia PICOS que guiou a busca foi com a questão norteadora: Qual a efetividade dos métodos não farmacológicos (Manobra de Hamilton ou massagem em fundo uterino, clampeamento tardio de cordão umbilical, tração controlada do cordão umbilical e contato pele a pele mãe e bebê) em gestantes de risco habitual para a prevenção da hemorragia pós-parto?. A busca dos estudos foi realizada no período de fevereiro a maio de 2023 através das bases de dados: NIH, CINAHL, EMBASE, Scielo, LILACS e Cochrane Database of Systematic Reviews. Os descritores aplicados conforme o Medical Subject Headins (MeSH) foram: Postpartum hemorrhage; Obstetrics; Third stage of labor; Childbirth and obstetric nursing. Os operadores booleanos utilizados foram "OR" e "AND". O gerenciador de referência (software) foi Rayyan for Systematic Reviews®. O fluxograma do PRISMA e a análise dessa interseção foi verificada por meio do índice Kappa para avaliar o nível de concordância, classificado como nível de concordância perfeito, sendo k=0,98 %. Resultados: A massagem uterina é descrita com limitações estatísticas, mas na prática os resultados são observados de forma positiva na prevenção do sangramento conforme orientações da OMS, a qual descreve essa prática como benéfica para o estímulo à contração uterina e redução do sangramento. O clampeamento precoce do cordão é recomendado, considerando os potenciais riscos e benefícios. O estudo analisado nesta revisão descreve o benefício de clampear o cordão de forma tardio, indicando fator protetivo para HPP, e deve ser utilizado em formato de exceção, como gravidades maternas e neonatais. A tração controlada de cordão umbilical foi descrita em três estudos, relatada como benéfica às mulheres no pós-parto, prevenindo a HPP, mas só deve ser realizada por um profissional treinado devido aos riscos associados à operação incorreta, como ruptura do cordão umbilical e inversão uterina. O contato pele a pele não apresentou dados significativos para a prevenção do sangramento pós-parto considerando a necessidade de pesquisas específicas e com uma amostra significativa para descrever a prática. O contato pele a pele é recomendado tanto para a mãe e bebê por uma hora (tempo mínimo) após o nascimento para beneficiar a prevenção do sangramento e da HPP, como para vincular a mãe e seu filho, aumentando ainda a prática do aleitamento materno, a qual também está associada a diminuição da probabilidade de desenvolver a HPP conforme evidências citadas no estudo. Conclusão: A análise realizada evidenciou que não houve diferença estatisticamente significativa para as práticas não farmacológicas aplicadas para a prevenção da hemorragia pós-parto. No entanto, entende-se que essas práticas podem ter efeitos positivos para este desfecho quando aplicadas conforme evidências citadas no decorrer desta revisão.