Avaliação do efeito tipo antidepressivo de N-acetilcisteína no modelo de estresse crônico imprevisível em camundongos

A depressão maior (DM) é a doença psiquiátrica mais diagnosticada em adultos, com caráter crônico e incapacitante. A Organização Mundial da Saúde estima que 17% da população mundial seja acometida pela doença. Entre os muitos fatores relevantes na etiologia da depressão, incluindo genéticos, inflama...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Garcia, Cícero Rafael Leão
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/194425
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/194425
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Depressão
Antidepressivos
Estresse crônico
Acetilcisteína
Descrição
Resumo:A depressão maior (DM) é a doença psiquiátrica mais diagnosticada em adultos, com caráter crônico e incapacitante. A Organização Mundial da Saúde estima que 17% da população mundial seja acometida pela doença. Entre os muitos fatores relevantes na etiologia da depressão, incluindo genéticos, inflamatórios, imunológicos, comportamentais e ambientais, o estresse vem sendo considerado como um dos principais para o surgimento e desenvolvimento da depressão. Por décadas a teoria monaminérgica da DM foi usada para explicar os substratos neuroquímicos da doença, servindo de base para o mecanismo de ação dos fármacos antidepressivos (AD). Há lacunas importantes na teoria, que se refletem também nos problemas com os ADs: longo tempo para melhora clínica, baixa adesão devido aos efeitos adversos e, sobretudo, resultados insatisfatórios de respostas clínicas consistentes. A descoberta de que a cetamina possui ação antidepressiva rápida e expressiva, chamou a atenção para a participação do sistema glutamatérgico nesta doença. Tornou-se de interesse a avaliação de drogas que modulam o sistema glutamatérgico e são destituídas dos efeitos adversos dos antagonistas glutamatérgicos semelhantes a cetamina. Uma destas é a Nacetilcisteína (NAC), com provas clínicas indicando sua utilidade como droga adjunta na fase depressiva do transtorno bipolar. Evidências pré-clínicas também mostram ação tipoantidepressivas de NAC. O objetivo desse estudo foi agregar dados relevantes à elucidação do valor do NAC para DM, através do modelo de estresse crônico imprevisível (UCMS), um modelo com validades de face, construto e predição. Foram avaliados: estado do pelo, corticosterona plasmática, glicemia e imunorreatividade da proteína glial fibrilar ácida (GFAP) hipocampal. O UCMS levou a degradação da pelagem dos animais, a aumento nos níveis de corticosterona e diminuição dos níveis de glicemia; não houve alteração em GFAP. NAC e imipramina minimizaram a degradação da pelagem induzida pelo UCMS, mas nenhuma das drogas alterou corticosterona ou glicemia. O efeito de NAC sobre a degradação do pelo induzida pelo UCMS é um dado relevante, já que este é um parâmetro consistente do UCMS. Inconsistências nos outros parâmetros usualmente considerados neste modelo, e a ausência de medida específica de correlato animal de anedonia, impedem uma conclusão mais clara da avaliação de NAC no UCMS. O estudo aponta para as lacunas que devem ser sanadas, tais como doses e tempo de administração, para subsidiar provas clínicas que elucidem o valor de NAC para o tratamento da DM.