Em busca do tempo nas ruas e praças de São Paulo

Como será que o cotidiano de nós, pesquisadores urbanos, nas cidades em que vivemos, repercute em nossa trajetória investigativa sobre tais cidades? Argumento neste estudo que há inquietações intelectuais derivadas de nossa condição urbana, por assim dizer. Basta assumir o urbano em termos...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Frehse, Fraya
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Ponto Urbe
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/218143
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/pontourbe/article/view/218143
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:São Paulo (história)
tempo
espaço urbano
trajetória intelectual
Antropologia Urbana
Sociologia
Antropologia
Ciências Sociais
Ponto Urbe
USP
Descrição
Resumo:Como será que o cotidiano de nós, pesquisadores urbanos, nas cidades em que vivemos, repercute em nossa trajetória investigativa sobre tais cidades? Argumento neste estudo que há inquietações intelectuais derivadas de nossa condição urbana, por assim dizer. Basta assumir o urbano em termos lefebvrianos; isto é, como referência metodológica para refletir sobre as contradições históricas que impregnam a vida cotidiana na cidade como espaço que simultaneamente favorece e dificulta, de modo privillegiado, o encontro e a simultaneidade das diferenças. Situar cultural e socialmente minhas próprias inquietações intelectuais a respeito de São Paulo na história dessa cidade a partir da década de 1970, mostra que a opção investigativa dos usos das ruas e praças públicas, em particular do centro histórico paulistano, mas também abordagem específica que venho desenvolvendo acerca de tais usos derivam, entre outros, de um impacto existencial muito definido que viver e trabalhar nessa cidade tem exercido sobre minha trajetória intelectual. A São Paulo do presente me interpela constantemente acerca da relatividade dos vínculos que o tempo nutre com o espaço.