IMPRENSA E LEITURA EM PAUTA NA REVISTA CATÓLICA A CRUZADA (1926 - 1931)

Em vista do incentivo papal quanto a criação de periódicos iniciado no século XIX e prosseguido nas primeiras décadas do século XX, diversas paróquias, dioceses e grupos leigos lançaram jornais e revistas em vários países. No Brasil o discurso dos pontífices foi reafirmado por bispos em cartas pasto...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: PAULA, Andressa
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Centro Universitário de Maringá (UNICESUMAR)
Repositorio:Repositório Digital Unicesumar
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rdu.unicesumar.edu.br:123456789/3533
Acceso en línea:http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/3533
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Igreja Católica
Leigos
Paraná
Descripción
Sumario:Em vista do incentivo papal quanto a criação de periódicos iniciado no século XIX e prosseguido nas primeiras décadas do século XX, diversas paróquias, dioceses e grupos leigos lançaram jornais e revistas em vários países. No Brasil o discurso dos pontífices foi reafirmado por bispos em cartas pastorais que apresentavam diretrizes, objetivos e a necessidade de participação dos leigos na propagação dessas publicações. Em consonância com esses encaminhamentos foi lançada em março de 1926 a revista mensal A Cruzada, editada em Curitiba pela Mocidade Católica Paranaense. Com o objetivo de analisar as publicações dessa revista quanto ao seu posicionamento sobre a utilização da imprensa e da prática da leitura pelos católicos, realizamos a coleta, leitura e tabulação das 55 edições lançadas entre 1926 a 1931. Identificamos que o grupo de leigos responsável pela editoração da revista possuía a linguagem autorizada pela instituição católica em falar/escrever enquanto representantes da Igreja, posição que era legitima da pela presença do Padre Antonio Mazzarotto na diretoria do grupo e do periódico. Com a intenção de propagar a imprensa católica e de formalizar a prática da sua leitura pelos fiéis da Igreja, A Cruzada se lançou na campanha pela “boa imprensa” (periódicos católicos) e em combate a “má imprensa” (periódicos anticlericais, de outras denominações religiosas e/ou neutros).