Unilateralismo presidencial na política externa no governo de Barack Obama (2009-2017)

A presente pesquisa tem como objetivo analisar o unilateralismo presidencial na política externa durante as administrações de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos de 2009 a 2017. O unilateralismo presidencial é entendido como a situação na qual o presidente toma decisões e executa ações sem a...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Fernanda Alessandra Guimarães Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/78600
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/78600
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Unilateralismo presidencial
Política externa
Governo dividido
Polarização partidária
Barack Obama
Ciência política - Teses
Estados Unidos - Política e governo , 2009-2017 - Teses
Partidos políticos - Teses
Descripción
Sumario:A presente pesquisa tem como objetivo analisar o unilateralismo presidencial na política externa durante as administrações de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos de 2009 a 2017. O unilateralismo presidencial é entendido como a situação na qual o presidente toma decisões e executa ações sem a participação dos outros poderes. O argumento geral da pesquisa é que o presidente Obama utilizou de unilateralismo presidencial para viabilizar sua agenda de política externa. Para investigar e operacionalizar o unilateralismo presidencial na política externa executada por Obama, foi feita a coleta e seleção de diretivas unilaterais (ordens executivas, memorandos e signing statements) emitidas pelo presidente nesse domínio. Foi realizada uma análise da variação do escopo de emissões dessas diretivas presidenciais em assuntos de política externa. Além disso, foi considerado o ambiente político durante o governo Obama, notadamente a condição de governo dividido e a elevada polarização partidária. A pesquisa concluiu que, diante de um contexto legislativo desfavorável, marcado por governo dividido e alta polarização partidária, o quais dificultaram a cooperação entre o Congresso e o presidente, Obama recorreu ao unilateralismo para tomar decisões e conduzir ações no domínio da política externa. A tese das duas presidências é empregada para explicar o caráter dual da presidência dos Estados Unidos, na qual os presidentes possuem mais autonomia para tomar decisões e atuar em assuntos de política externa comparativamente aos assuntos de política doméstica.