Mistura polimérica espirulina/carboximetilcelulose como veículo de inoculação de Bradyrhizobium japonicum em feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.)

O melhoramento da Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), que pode ser feito através do uso de inoculantes rizobianos, supre a deficiência do nitrogênio nas culturas, sem grande aumento de custo na produção. Portanto, a busca por novos produtos para serem utilizados como veículos de inoculação que po...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Freitas, Carla de Sant'Anna
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/13411
Acesso em linha:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13411
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:veículo de inoculação
espirulina
carboximetilcelulose
misturas poliméricas
feijão-caupi
carrier
spirulin
carboxymethylcellulose
blends
cowpea
Engenharia Química
Descrição
Resumo:O melhoramento da Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), que pode ser feito através do uso de inoculantes rizobianos, supre a deficiência do nitrogênio nas culturas, sem grande aumento de custo na produção. Portanto, a busca por novos produtos para serem utilizados como veículos de inoculação que possam substituir a turfa, que é o veículo mais utilizado, é uma demanda crescente por partes das indústrias nesse setor. Para isso, nesse trabalho de dissertação foi investigada e testada a mistura polimérica espirulina/CMC como veículo de inoculação para a estirpe BR 3262 de Bradyrhizobium japonicum em sementes de feijãocaupi (Vigna unguiculata), uma das principais culturas da agricultura familiar no semiárido brasileiro. Foram preparadas seis composições de espirulina/CMC contendo diferentes concentrações de espirulina. As misturas foram inoculadas e utilizadas com tempos de incubação do rizóbio de 13 e 47 dias. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação e câmara de crescimento de plantas tipo Fitotron para avaliar a estabilidade dimensional, germinação, sobrevivência de células rizobianas na mistura, teor de nitrogênio, teor de clorofila, massa seca e número de nódulos, além de testes de reologia para avaliação da interação entre as fases espirulina e CMC. Os experimentos mostraram que a mistura polimérica espirulina/CMC foi capaz de aumentar, ao fim de 28 dias, as células rizobianas inicialmente inoculadas em cerca de 100 vezes, atingindo valores de 109 ufc.mL-1. Os resultados de teor de nitrogênio, teor de clorofila, massa seca e número de nódulos das plantas inoculadas com a mistura foram semelhantes aos obtidos com a turfa e o tempo de estocagem não apresentou diferença nos resultados. Os resultados obtidos nos ensaios reológicos mostraram que a mistura apresentou comportamento não newtoniano. Onde, em baixas frequências há predominância da espirulina sobre os efeitos elásticos da mistura, sugerindo uma boa interação entre as fases, entretanto, quando a frequência aumenta há predominância dos efeitos elásticos do CMC, sugerindo a diminuição da interação entre a espirulina e o CMC na mistura. Concluindo-se que a mistura polimérica espirulina/CMC pode ser uma alternativa aos veículos de inoculação já existentes, como a turfa.