Desenvolvendo um novo Modelo de Monte Carlo para colisões de íons pesados

Nos primeiros estágios do nosso Universo, acredita-se que havia uma fase da matéria chamada Plasma de Quarks e Glúons (QGP, em inglês). Hoje, em aceleradores de partículas como o Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC) e o Large Hadron Collider (LHC), os feixes de partículas são acelerados a velocida...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Franco, Rodrigo Guanciale
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-14102021-113026
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/43/43134/tde-14102021-113026/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Colisões de íons pesados
Heavy-ion collisions
LHC
QCD
QGP
Descripción
Sumario:Nos primeiros estágios do nosso Universo, acredita-se que havia uma fase da matéria chamada Plasma de Quarks e Glúons (QGP, em inglês). Hoje, em aceleradores de partículas como o Relativistic Heavy Ion Collider (RHIC) e o Large Hadron Collider (LHC), os feixes de partículas são acelerados a velocidades tão expressivas que conseguimos recriar temperaturas suficientes para observarmos essa exótica fase da matéria. Em posse desses experimentos e de acordo com a Cromodinâmica Quântica (QCD, em inglês) que é a teoria que descreve o comportamento dos pártons, nessas temperaturas há um rompimento na estrutura hadrônica. Os quarks estão sempre confinados dentro dos hádrons, mas quando esta estrutura se rompe, eles podem interagir entre si formando uma espécie de fluido, e portanto a hidrodinâmica relativística pode explicar seu comportamento. Propõe-se, utilizando os avanços teóricos mais recentes, criar uma implementação computacional que possa gerar quaisquer dados estatísticos com flutuações correlacionadas. Particularmente, implementou-se o modelo estado-da-arte das condições iniciais de uma colisão de íons pesados, para que possa ser utilizado em simulações hidrodinâmicas. Esse código visa portanto gerar perfis de densidade de energia cujas flutuações evento-a-evento sejam correlacionadas.