Frequência de hipoglicemia e satisfação dos pacientes que recebem análogos de insulina para o tratamento do diabetes mellitus tipo 1 no Estado do Rio Grande do Sul

Introdução: O controle glicêmico estrito com múltiplas injeções diárias de insulina é o foco do tratamento para diabetes mellitus tipo 1 (DM1), mas geralmente está associado a um aumento no número de episódios de hipoglicemia, e o estresse de conviver com esse evento pode estar associado a prejuízos...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Berlanda, Gabriela
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/179733
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/179733
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Diabetes mellitus tipo 1
Hipoglicemia
Insulina
Satisfação do paciente
Rio Grande do Sul
Type 1 diabetes
Treatment satisfaction
Hypoglycemia
Descrição
Resumo:Introdução: O controle glicêmico estrito com múltiplas injeções diárias de insulina é o foco do tratamento para diabetes mellitus tipo 1 (DM1), mas geralmente está associado a um aumento no número de episódios de hipoglicemia, e o estresse de conviver com esse evento pode estar associado a prejuízos para a saúde mental do paciente. Embora os análogos de insulina de ação prolongada tenham propriedades farmacológicas para imitar o perfil fisiológico de insulina, a literatura não é unânime em demonstrar esse efeito em comparação à insulina humana. No Brasil, apenas alguns estados, incluindo o Rio Grande do Sul (RS), fornecem análogos de insulina para pacientes com DM1. O objetivo deste estudo foi avaliar a frequência de hipoglicemias e a satisfação dos pacientes com DM1 que recebem análogos de insulina de curta e longa ação após sua introdução no Rio Grande do Sul (RS). Materiais e métodos: Estudo transversal, retrospectivo, realizado com pacientes adultos com diabetes tipo 1, residentes de 38 cidades do estado do Rio Grande do Sul, que recebiam análogos de insulina via Secretaria Estadual de Saúde. Os dados clínicos e demográficos foram avaliados por formulário auto-respondido, a satisfação dos pacientes com o tratamento através do Questionário de satisfação com o tratamento do diabetes (DTSQs) e os transtornos mentais comuns (TMC) através do Questionário sobre saúde geral (QSG-12). Resultados: Um total de 507 pacientes foram incluídos, com idade média de 38,6±13,7 anos, 52% feminino, com duração do DM 18 [IQR25-75 = 11-25] anos e 36,8% com ensino superior completo. A pontuação mediana de satisfação com o tratamento (DTSQs) foi de 32 [IQR25-75 = 29 -35]. A satisfação dos pacientes não reduziu a longo prazo. A taxa de pacientes com hipoglicemias, incluindo grave e noturna, não alterou com o tempo de uso dos análogos de insulina. Apesar de taxas altas de hipoglicemias e com a maioria dos pacientes com triagem positiva para transtornos mentais comuns os pacientes mantiveram altos escores de satisfação com o tratamento, o que não reduziu em longo prazo como em outras intervenções em doenças crônicas.