Jogos como competições por status e parceiros: uma análise evolucionista de por que adultos jogam

Apesar das semelhanças com brincadeiras, jogos são teorizados como tentativas voluntárias de superar obstáculos desnecessários seguindo regras arbitrárias autodebilitantes. Essas formas de entretenimento são ubíquas, normalmente realizadas por adultos e têm robustas diferenças de gênero transcultura...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Moraes, Yago Luksevicius de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12082021-222310
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-12082021-222310/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Adultos
Adults
Diferenças individuais
Evolutionary theory
Gaming
Individual differences
Jogos
Teoria evolucionista
Descrição
Resumo:Apesar das semelhanças com brincadeiras, jogos são teorizados como tentativas voluntárias de superar obstáculos desnecessários seguindo regras arbitrárias autodebilitantes. Essas formas de entretenimento são ubíquas, normalmente realizadas por adultos e têm robustas diferenças de gênero transculturais, mas foram pouco consideradas pelas teorias evolucionistas. Duas hipóteses evolucionistas têm tentado explicar por que adultos jogam: para selecionar parceiros e para competir por recursos/status. Assim sendo, nosso objetivo foi investigar a relação entre a propensão para jogar, medida pelo Investimento em Jogos, e variáveis associadas à obtenção de parceiros e de status. Para isso, um questionário foi aplicado a 1470 adultos brasileiros perguntando sobre seus hábitos de jogo, informações sociodemográficas e a escala OLIW. Ao todo, foram obtidas 939 respostas válidas aqui analisadas. Usamos regressões lineares e uma análise de caminho para investigar possíveis preditores de investimento em jogos. Os resultados apontam que investir em jogos está associado a busca por status nas comunidades de jogadores, mas não encontrou fortes evidências de que jogos atraiam mais parceiros ou estejam relacionados à personalidade brincalhona. Assim, a propensão para jogar pode ter evoluído como uma competição não-letal por status. Questões contemporâneas podem ter impactado os resultados e são discutidas sugestões para futuros estudos