O artista empreendedor: um estudo de caso de Damien Hirst

As circunstâncias atuais, de financeirização da cultura e difusão do corporativismo nas artes, provocaram o esmaecimento ainda mais acentuado das fronteiras entre arte e economia. Sob essas condições, os papeis artísticos e empresariais se interpenetram e se institui a figura do “artista empreendedo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Restivo, Giovanna Marques Guisard
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/13783
Acceso en línea:https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00387
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13783
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES
Artista empreendedor
Damien Hirst
Mercado de arte
François Pinault
Charles Saatchi
Artist-entrepreneur
Art market
Descripción
Sumario:As circunstâncias atuais, de financeirização da cultura e difusão do corporativismo nas artes, provocaram o esmaecimento ainda mais acentuado das fronteiras entre arte e economia. Sob essas condições, os papeis artísticos e empresariais se interpenetram e se institui a figura do “artista empreendedor”, que aproxima suas estratégias de reconhecimento e o discurso de suas obras de arte de técnicas empresariais. A partir do estudo de caso de Damien Hirst como figura paradigmática, a presente pesquisa pretende investigar o advento do artista empreendedor e suas estratégias artísticas e de mercado por meio da análise de dois megaeventos decisivos em sua trajetória: Beautiful Inside My Head Forever (2008) e Treasures from the Wreck of the Unbelievable (2017). Assim, pretende-se responder: o que caracteriza o artista empreendedor? Como surge esse novo paradigma? Como este ator pode produzir seu reconhecimento e sustentar sua reputação? Em contrapartida, será abordada a figura do colecionador como árbitro do gosto e mecenas, com base na análise das atuações de Charles Saatchi e François Pinault no mundo da arte, os quais assumem tal capital simbólico que são capazes disputar o monopólio discursivo do campo e criar eventos históricos em suas instituições.