VAMPIRAS DO SERTÃO NO CONTO “AS MORFÉTICAS”, DE BERNARDO ÉLIS

O presente artigo levanta reflexões a respeito do mito do vampiro e como este pode ser relido em diferentes sociedades, especificamente na sociedade sertanista goiana das primeiras décadas do século XX, que sofria os impactos da industrialização no campo. Objeto de complexas interpretações sobre o B...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Carneiro, Fabianna Simão Bellizzi
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositório:Abusões
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/39232
Acesso em linha:https://www.e-publicacoes.uerj.br/abusoes/article/view/39232
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Mito do vampiro
Alteridade
Sertão Goiano
Literatura Regionalista
Literatura Brasileira.
Descrição
Resumo:O presente artigo levanta reflexões a respeito do mito do vampiro e como este pode ser relido em diferentes sociedades, especificamente na sociedade sertanista goiana das primeiras décadas do século XX, que sofria os impactos da industrialização no campo. Objeto de complexas interpretações sobre o Brasil, o sertão evoca profícuas discussões sobre a formação da sociedade brasileira, alinhavadas com o excludente discurso que o nomeia como local oposto à modernidade e ao progresso da cidade. No caso deste trabalho, objetivamos traçar paralelos entre o mito do vampiro europeu e a presença de elementos caracterizadores desta personagem no conto “As morféticas”, publicado inicialmente em 1944 na coletânea Ermos e Gerais, do escritor goiano Bernardo Élis (1915-1997), para que assim possamos comprovar a hipótese de que os monstros que rechaçamos e segregamos podem, sim, falar a respeito de questões econômicas e políticas.