A extensão universitária e seu processo de curricularização em um curso de física de uma universidade pública: à luz do discurso do sujeito coletivo

Esta pesquisa investiga as representações sociais de docentes sobre o processo de curricularização da extensão universitária no curso de Licenciatura em Física da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, analisando suas implicações para a formação inicial de professores. A reforma cu...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Tamarozzi, Kauê Henrique [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/295975
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/295975
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:currículo
formação inicial de professores
extensão universitária
curricularização
física
curriculum
teacher education
university extension
curricularization
physics
Descripción
Sumario:Esta pesquisa investiga as representações sociais de docentes sobre o processo de curricularização da extensão universitária no curso de Licenciatura em Física da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, analisando suas implicações para a formação inicial de professores. A reforma curricular em questão é orientada pela Resolução CNE/CES nº 7/2018 e pela Resolução UNESP nº 41/2021, que estabelecem a obrigatoriedade da inserção de atividades extensionistas na matriz curricular, compondo pelo menos 10% da carga horária dos cursos de graduação. Para compreender os impactos dessa mudança, foi conduzido um estudo de caso longitudinal, fundamentado na metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com docentes que atuaram no primeiro ano de implementação do novo currículo, possibilitando a identificação de percepções, desafios e expectativas relacionados à curricularização da extensão. Os resultados revelam percepções diversas entre os docentes. De um lado, muitos reconhecem o potencial transformador da curricularização, destacando seu papel na integração entre ensino, pesquisa e extensão e na aproximação dos estudantes com a realidade social. Esse processo é visto como uma oportunidade para fortalecer o caráter prático da formação inicial e incentivar uma postura mais crítica e reflexiva dos futuros professores. Por outro lado, a pesquisa evidenciou desafios estruturais, como a sobrecarga de trabalho docente, a falta de recursos institucionais para apoiar as atividades extensionistas e a dificuldade de alinhar as diretrizes nacionais às especificidades locais. Além disso, emergiram tensões relacionadas ao equilíbrio entre teoria e prática e à adequação das disciplinas à nova estrutura curricular. Ao trazer uma análise detalhada sobre a implementação da curricularização da extensão no ensino superior, esta pesquisa contribui para o debate acadêmico ao fornecer subsídios teóricos e empíricos para gestores, formuladores de políticas educacionais e pesquisadores da área. Os achados reforçam a importância de estratégias institucionais que garantam a viabilidade da curricularização, bem como a necessidade de futuras investigações que explorem sua aplicação em diferentes contextos e incluam a perspectiva dos estudantes.