Prática Pedagógica inclusiva: um estudo de caso em escola com atendimento educacional especializado (AEE) em Jaboatão dos Guararapes-PE
As políticas educacionais atuais preconizam que todos os alunos com deficiência em idade escolar obrigatória frequentem escolas regulares. No conjunto dessas políticas, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) assume centralidade e oferece atendimento complementar ou suplementar à formação do a...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/12988 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12988 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Prática Pedagógica Inclusiva Aluno com deficiência Atendimento Educacional Especializado (AEE) Escola Regular |
| Sumario: | As políticas educacionais atuais preconizam que todos os alunos com deficiência em idade escolar obrigatória frequentem escolas regulares. No conjunto dessas políticas, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) assume centralidade e oferece atendimento complementar ou suplementar à formação do aluno com deficiência na escola regular. Esta pesquisa, de natureza qualitativa, analisou a prática pedagógica inclusiva no interior da rede pública municipal de ensino do Jaboatão dos Guararapes-PE, tendo focalizado o potencial inclusivo do setor de AEE, no espaço da escola regular. Realizou-se um estudo de caso, do qual participaram 39 sujeitos. A investigação desenvolveu-se em quatro fases, tendo sido utilizados os seguintes instrumentos: análise documental, observação (livre e dirigida), entrevista semiestruturada e entrevista associativa. A técnica de análise de conteúdo orientou a organização e discussão do material recolhido na primeira e na segunda fase do estudo; e o Programa Alceste orientou a análise dos depoimentos capturados com as entrevistas, semiestruturada e associativa. Os resultados revelaram que, na prática “inclusiva”, prevalecem experiências eternizadas no modelo tradicional da Educação Especial: perspectiva médica da deficiência, que impõe uma condição estática ao sujeito e à sua família; uma psicologia psicométrica, baseada no modelo classificatório e binário; e uma pedagogia terapêutica, cujo esforço se concentra na identificação das faltas contidas na deficiência, por conseguinte, subjazem os elementos contidos na trajetória de escolarização. Verificou-se, ainda, que as práticas desenvolvidas no AEE são burocratizadas, solitárias e improvisadas. Com base nos resultados desta pesquisa, afirma-se que, na escola tomada como caso para estudo, a prática pedagógica inclusiva não atinge seus objetivos de forma satisfatória. Afirma-se, ainda, que políticas públicas educacionais estabelecem normas e diretrizes destinadas à viabilização do processo de escolarização do aluno com deficiência, no entanto, há uma acentuada contradição entre o discurso da inclusão e a prática. |
|---|