Aprimoramento da criação massal de Telenomus podisi Ashmead (Hymenoptera: Scelionidae) para utilização no manejo de pentatomídeos-praga na cultura da soja
O percevejo-marrom, Euschistus heros (Fabricius, 1798) (Hemiptera: Pentatomidae) é uma das principais pragas da cultura da soja, podendo comprometer a qualidade dos grãos e a produtividade. Parasitoides de ovos, como Telenomus podisi Ashmead, 1893 (Hymenoptera: Scelionidae), são altamente eficazes n...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/244255 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/244255 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | controle biológico manejo integrado de pragas percevejos parasitoides biological control integrated pest management stink bugs parasitoids |
| Resumo: | O percevejo-marrom, Euschistus heros (Fabricius, 1798) (Hemiptera: Pentatomidae) é uma das principais pragas da cultura da soja, podendo comprometer a qualidade dos grãos e a produtividade. Parasitoides de ovos, como Telenomus podisi Ashmead, 1893 (Hymenoptera: Scelionidae), são altamente eficazes no manejo de ovos de E. heros. A liberação massal destes insetos feita geralmente com ovos parasitados à granel, é uma estratégia de controle biológico dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP) que pode impedir o estabelecimento de pentatomídeos na cultura em níveis de dano econômico. Para que isso seja possível, a criação massal do parasitoide e do hospedeiro é de suma importância, bem como o estudo de diferentes parâmetros que interferem na criação. Neste trabalho, foram avaliadas a influência de diferentes dietas ofertadas a E. heros em parâmetros biológicos e na capacidade de parasitismo de T. podisi em laboratório, assim como as exigências térmicas do parasitoide, a partir de bioensaios em esquema fatorial duplo compostos por seis dietas [(1): dieta natural e ovos frescos; (2): dieta natural e ovos criopreservados; (3): dieta artificial 1 e ovos frescos; (4): dieta artificial 1 e ovos criopreservados; (5): dieta artificial 2 e ovos frescos; (6): dieta artificial 2 e ovos criopreservados] e em sete temperaturas: 15±1°C, 18±1°C, 21±1°C, 24±1°C, 27±1°C, 30±1°C e 33±1°C. Um bioensaio de campo foi realizado nas Fazendas de Ensino, Pesquisa e Extensão (FEPE) (Botucatu-SP) comparando dois diferentes métodos de liberação de T. podisi em soja, compondo os tratamentos: (1) 1 hectare de soja liberando-se adultos de T. podisi previamente alimentados com mel; (2) 1 hectare de soja liberando-se pupas à granel; (3) 1 hectare de soja sem liberação (controle). Para a alimentação prévia, gotículas de mel foram depositadas dentro das cápsulas de liberação antes da emergência dos insetos. Avaliou-se em campo também a eficácia da liberação aérea de pupas à granel de T. podisi em soja, realizando bioensaios na Fazenda Santa Fé (Pardinho-SP). Os tratamentos foram compostos por: (1) 50 hectares com liberação de ovos parasitados por T. podisi à granel; (2) 50 hectares tratados com manejo químico; (3) 15 hectares sem aplicação de produtos (biológicos ou químicos). Em ambos os bioensaios de campo, foram realizadas liberações aéreas via drone (7500 fêmeas/ha), avaliando-se a sanidade de sementes (via teste tetrazólio), densidade de insetos e parâmetros reprodutivos e produtivos da soja. Nos bioensaios laboratoriais, observou-se uma relação inversa entre temperatura e sobrevivência de fêmeas. As temperaturas de 21±1°C a 30±1°C foram benéficas aos parâmetros biológicos e na capacidade de parasitismo de T. podisi, bem como a utilização de dietas artificiais na criação do hospedeiro. Nas FEPE, ambos os métodos de liberação reduziram a população de ninfas e os danos causados por E. heros em comparação ao controle, recomendando-se a utilização do controle biológico com liberação inundativa de T. podisi independentemente do método de liberação. Na Fazenda Santa Fé, não foi constatada a presença de nenhum pentatomídeo-praga nas avaliações. |
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