Transbordamentos femininos : rituais de subjetivação e abjeção em A redoma de vidro, de Sylvia Plath

O presente trabalho consiste em uma análise do romance A redoma de vidro, escrito por Sylvia Plath. Tem-se como objetivo traçar uma crítica feminista das políticas existenciais que atravessam a protagonista, a partir da sua condição de mulher, assim como expor as possíveis formas de escape dessa cap...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: BEZERRA, Isabella Giordano
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/40692
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/40692
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:A redoma de vidro
Crítica feminista
Subjetivação
Mítica
Abjeto
Descripción
Sumario:O presente trabalho consiste em uma análise do romance A redoma de vidro, escrito por Sylvia Plath. Tem-se como objetivo traçar uma crítica feminista das políticas existenciais que atravessam a protagonista, a partir da sua condição de mulher, assim como expor as possíveis formas de escape dessa captura. É demonstrado como a dinâmica entre edição, público e crítica transformou a figura da autora em um mito contemporâneo, tal qual definido por Barthes (2019). Apesar do esclarecimento que Plath investe em uma padronagem mítica para compor sua obra, é demonstrado que o romance promove uma transgressão da mítica e mística feminina (FRIEDAN, 2020). O contexto sociocultural que regula o processo de subjetivação da protagonista funciona através de um mercado existencial que delimita as fronteiras identitárias. Através do modelo de subjetividade proposto por Julia Kristeva (1982), expõe-se como a abjeção é utilizada estrategicamente para o transbordamento dos limites impostos às vidas das mulheres. É através da percepção de que algo precisa ser expulso e repudiado do corpo social que a protagonista produz um dispêndio físico, linguístico e psíquico, no intuito de produzir desequilíbrios que irão fazê-la vacilar entre a vida e a morte. Conclui-se que se existe algum paralelo possível entre a vida e obra de Plath, ele está no empreendimento de um diagnóstico social.